Conheça a história do homem que é conhecido como 'pai do ano'

O empresário Anderson Guimarães, 42 anos, é pai de Liv, de 4

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O empresário Anderson Guimarães, 42 anos, ainda se emociona ao falar do fim do casamento de sete anos. Há cinco meses, viu-se solteiro novamente, optou por sair de casa, “para garantir o conforto da filha”. Se lidar com o emocional ainda é um desafio, a logística que exige a paternidade não foi lá tão complicada. Desde os primeiros anos de Liv, hoje com 4 anos, Anderson cuidava dela sozinho. A mãe da menina tem um trabalho que exige muitas viagens. Assim, na ausência dela, era ele quem trocava fraldas, dava mamadeira e ninava a primogênita de madrugada. Quando ela começou a estudar, era o pai quem a levava para a escola. Ele também sempre participou das reuniões com professores, a levou para as festinhas e, mesmo nos domingos mais preguiçosos, nunca deixou de ir com ela à igreja.

	Janine Moraes/CB/D.A Press
Anderson Guimarães procura respeitar a sensibilidade de Liv em todos os momentos (foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)
Com a saída de casa, foi preciso se organizar financeiramente. Financiou uma nova casa e, com o orçamento reduzido, a ideia de viajar com a filha agora precisa ser muito bem planejada. Para esse “pai do ano”, como os amigos costumam chamá-lo, isso não representa qualquer dificuldade. Problema mesmo seria ficar longe de Liv. Por isso, a prioridade era encontrar um novo endereço próximo ao antigo apartamento. Escolheu uma casa na rua em frente à casa da ex-mulher. “Assim, fica fácil pegá-la para ir à escola e, se precisar, ao médico”, comenta. Até quando a menina está com desejo de comer alguma coisa especial, o pai sai de casa e, em minutos, está pronto para atendê-la.

Ela ajudou a escolher a nova morada dos dois. Queria uma casa com flores, disse ao pai. Mudaram-se há poucos dias e, em breve, Liv vai ganhar um quarto só para ela na casa do pai. Assim, poderá escolher o dia que quiser ficar por lá, sem qualquer restrição da mãe, que decidiu com Anderson por uma rotina livre, respeitando os desejos e a saudade da menina.

De uma família só de homens, Anderson lida bem com o mundo cor-de-rosa da filha. Sabe de cor o nome das bonecas e das personagens desse universo de princesas. Brinca que aprendeu a ser “amiga” das bonecas de Liv na hora de brincar e, sem grandes dificuldades, faz penteados e escolhe as roupas da menina, que herdou seus olhos azuis. “Somos muito parceiros e quero que seja assim para a vida toda. A minha filha é o melhor de mim”, derrete-se, emocionado.

Na prática
  • Uma decisão importante para o pai depois da separação é formar um novo lar, no qual poderá receber a criança e acomodá-la para que se sinta confortável.
  • Imponha regras, limites e rotina em sua nova casa.
  • Não pense que apenas a mãe é responsável pela educação da criança, por passar mais tempo com ela. Pais devem educar e participar, indo às reuniões escolares, por exemplo.
  • Fale “não”. Querer compensar a separação sendo permissivo demais pode fazer com que a criança não se sinta segura, pois não existe uma hierarquia. O pai passa a ser desrespeitado e não entende por que desagrada tanto à criança “se faz tudo por ela”.
  • A ajuda dos avós é bem-vinda, mas deve ser temporária.
  • Quando começar a namorar e o relacionamento estiver firme, apresente a namorada de maneira positiva, mostrando o quanto será legal a participação nos passeios, no dia a dia da nova família.
Fonte: Roberta Palermo, terapeuta familiar e autora do livro Ex-marido, pai presente.

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