Estatinas podem ajudar a conter evolução de tipos de esclerose

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que atinge o sistema nervoso central

por AFP - Agence France-Presse 20/03/2014 12:00

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As estatinas, medicamentos utilizados para reduzir a taxa de colesterol no sangue, podem desacelerar a evolução de certas formas de esclerose em placas (ou esclerose múltipla, EM), de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira na revista médica britânica "The Lancet".

A EM é uma doença neurológica crônica, em geral invalidante, que atinge o sistema nervoso central (cérebro e medula espinal).

Na grande maioria dos casos, ela se inicia na forma de impulsos seguidos de remissões, mas em quase metade dos pacientes essa fase "remitente" se transforma, após 10 a 15 anos de evolução, em uma fase crônica secundária chamada "forma secundária progressiva de EM".

Nesse momento, nenhum tratamento consegue ser eficaz para lutar contra as formas progressivas da esclerose em placas.

SXC.hu/Banco de Imagens
Atualmente, nenhum tratamento consegue ser eficaz para lutar contra as formas progressivas da esclerose em placas (foto: SXC.hu/Banco de Imagens)
Para avaliar as estatinas, os pesquisadores britânico recrutaram 140 pacientes vítimas dessa forma de doença, entre 18 e 65 anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos de forma aleatória: um deles recebeu 80 mg de sinvastatina por dia; e o outro, um placebo durante dois anos.

Na ausência de tratamento, o cérebro se atrofia a uma média de 0,6% por ano, enquanto que nos pacientes tratados com estatina essa atrofia não passou de 0,3% - ou seja, uma redução de 43% da atrofia (após ajustes de fatores como idade ou sexo).

Os médicos e os pacientes também relataram uma queda "fraca, mas significativa" do nível de efeitos colaterais observados. De acordo com diferentes trabalhos, os efeitos colaterais podem estar ligados à progressão da atrofia cerebral.

Estudos realizados no passado sobre o impacto das estatinas nas fases iniciais da doença haviam levado a resultados contraditórios.

O dr. Jeremy Chataway de Londres (University College London Hospitals), que coordenou o teste clínico de fase 2, alertou para qualquer interpretação exagerada dos resultados, insistindo na necessidade de continuar as pesquisas com novos e mais amplos testes.

Vários testes já estão em curso para tratar a forma progressiva, contando ao mesmo tempo com medicamentos já existentes e com moléculas inovadoras.

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