Conversa entre pacientes ajuda a resolver dúvidas sobre cirurgia bariátrica

Questões sobre a indicação e a preparação para a cirurgia serão apresentadas em evento do Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia neste sábado, em Belo Horizonte

por Letícia Orlandi 31/01/2014 10:15

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Maria Tereza Correia/EM/D.A Press
O cirurgião René Berindoague: mudança de hábitos faz parte do tratamento, mesmo com a possibilidade de se realizar a cirurgia (foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
O número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou quase 90% nos últimos cinco anos e chegou a 72 mil em 2012, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 6.029 foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda assim o país é o segundo que mais realiza esse tipo de cirurgia, atrás apenas dos Estados Unidos. Em Belo Horizonte, são realizadas cerca de 30 operações de redução gástrica por dia.

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Para o presidente da SBCBM, Almino Ramos, a ampliação se deve ao maior conhecimento da população sobre o procedimento. Além disso, o SUS reduziu o limite de idade e pacientes com 16 anos já podem se candidatar a uma avaliação. A demanda por informações e as dúvidas sobre quem pode fazer a intervenção motivaram o Instituto Mineiro de Obesidade e Cirurgia a realizar, neste sábado (1), a 'Reunião de Pacientes com Obesidade', de 9h às 11h, no Hospital Life Center ( Av. Contorno, 4747 - 20º andar – Serra).

Na reunião, profissionais da equipe multidisciplinar do Instituto e convidados fazem palestras nas áreas de psicologia, nutrição, endocrinologia e cirurgia. Participam do evento pacientes que foram operados de gastroplastia e aqueles que estão em preparação para a cirurgia, que não deve, no entanto, ser encarada como 'salvação'.


É consenso entre os especialistas que a intervenção deve ser a última alternativa. O paciente deve tentar primeiro a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos e os requisitos para se candidatar à operação incluem o Índice de Massa Corporal acima de 40 ou acima de 35, dependendo do caso, além de problemas associados ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão e colesterol, por exemplo.


A pessoa interessada na intervenção – que oferece riscos como como infecções, tromboembolismo (entupimento de vasos sanguíneos), obstrução intestinal, hérnia no local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia, entre outros – é avaliado em relação à sua capacidade de manter hábitos saudáveis depois do procedimento. Já na preparação, muitos candidatos devem perder cerca de 10% do peso, antes da cirurgia.


Dúvidas
No Brasil, há pelo menos três tipos de técnicas de cirurgia bariátrica aprovadas e a forma como o procedimento é feito também varia, podendo ser por abordagem aberta ou por videolaparoscopia, que é menos invasiva e mais confortável.

A analista de comércio exterior Ana Elisa Starling, 34, é uma das pacientes que procura mais informações sobre o tratamento e vai participar do encontro. “Já fiz todos os exames para avaliar meu quadro clínico. Agora vou saber mais sobre o pré e o pós-operatório e sobre a técnica em si”, explica.

Ana Elisa tem 1,65 m de altura e 120 kg, IMC de 44,1, configurando obesidade mórbida. Ela também sofre de pressão alta. “Meu peso descontrolou após a adolescência e, nos últimos três anos, aumentou muito. Tentei outros tratamentos, como o balão e todo tipo de dieta imaginada, mas não deram certo”, relata. De acordo com o cirurgião e diretor técnico do Instituto Mineiro, René Berindoague, a troca de experiências é um incentivo para iniciar e manter hábitos saudáveis, que fazem parte do tratamento. Para mais informações sobre o encontro que será realizado neste sábado na capital mineira, consulte o site www.institutodeobesidade.com.br

 

Com informações da Agência Brasil

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