Integrante da banda russa Pussy Riot divulga manifesto político e elogia Beyoncé

Nadya Tolokonnikova, presa em 2012 por protestar em igreja de Moscou, publicou série de conselhos de engajamento político

por Redação EM Cultura 10/10/2016 16:24

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A revista britânica Dazed & Confused convidou Nadya Tolokonnikova, da banda de punk russa Pussy Riot, para escrever um manifesto com conselhos sobre "como manter-se político em um mundo cada vez mais volátil". A revista aponta que nunca houve mais pelo que protestar em um mundo que vê "a ascensão de políticas isolacionistas e um governo de direita no Reino Unido, ondas de brutalidade racista da polícia nos Estados Unidos, uma crise de refugiados mal controlada pelo Ocidente e uma geração economicamente paralisada por erros que não cometeu".
 
Facebook Pussy Riot/Reprodução
Membro da banda Pussy Riot, com o capuz utilizado por ela em alguns clipes, shows e protestos. (foto: Facebook Pussy Riot/Reprodução)
 
 
Em 2012, Tolokonnikova foi presa, junto a outros membros da Pussy Riot, por protestar contra o governo de Vladmir Putin, líder da Rússia. Ela não parece ter amolecido as perspectivas políticas desde então. Confira a lista de conselhos que a artista aponta no manifesto: "Reconheça o poder da cultura popular", "saia da sua bolha", "use as ferramentas à mão, mas aceite as limitações delas", "seja mais radical que as corporações", "identidade é tudo", "não estigmatize os outros",  "cuide de si mesmo", "aprecie a sua comunidade", "aprenda a dizer não" e, por fim, "nunca se esqueça de se divertir".

Ao longo do texto, ela elogia Beyoncé, que "realmente ajuda a empoderar mulheres" e que ela não acha que esteja usando o feminismo como instrumento de marketing, como apontam alguns críticos. Ela elogia também a internet, que, segundo ela, foi a porta de entrada para a arte contemporânea enquanto ela crescia em uma pequena província rússia. "Mas se as pessoas tiverem um desejo sincero de começar uma revolução, farão isso com ou sem a internet".

Tolokonnikova aproveita para falar sobre a imprtância que o humor e a diversão podem ter, na perpestiva dela, no ativismo político. "Se você e seus amigos desenharem um pênis gigante na testa do Donald Trump, o mundo não vai ser mais tão assustador".
 
Assista ao clipe mais recente da banda:
 
 

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