Trindade reformula cardápio e procura ''humanizar mais'' o restaurante

Reforma da cozinha é uma das grandes mudanças do estabelecimento

por Eduardo Tristão Girão 27/11/2015 08:00

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Leandro Couri/EM/D.A.PRESS
Fred Trindade investe em pratos para compartilhar, como a galinha caipira, que serve duas ou três pessoas (foto: Leandro Couri/EM/D.A.PRESS )
Anunciada há pelo menos dois anos, a reforma da cozinha do restaurante Trindade finalmente foi concluída. Ampliada, ela permite melhor fluxo de trabalho e conta com novos equipamentos. A parede dos fundos deu lugar a vidraça que permite acompanhar, do inalterado salão, o trabalho do chef e proprietário Fred Trindade e seus cozinheiros. Medidas necessárias para este que é um dos principais endereços da cidade, lugar de significativas experiências com ingredientes nacionais, especialmente mineiros.


Quase cinco anos depois da inauguração, a casa ainda busca delinear melhor sua identidade. Ao ser inaugurada, servia comida mineira repaginada. Com a entrada do chef Felipe Rameh, em 2012, o cardápio tornou-se mais brasileiro e moderno, refletindo a bagagem do sócio então recém-chegado – os dois fizeram dupla aposta em pratos clássicos brasileiros e portugueses. Nos últimos anos, produtores mineiros ganharam destaque ali e Rameh decidiu ficar mais por conta do seu outro restaurante, o Alma Chef.

 

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COMPARTILHAR Agora, a mira de Fred está em pratos para compartilhar, de apresentação rústica e ainda com influência luso-brasileira. “Trouxe para o Trindade muito das experiências internacionais que tivemos em países como Portugal. Ficamos com a ideia na cabeça de que é preciso humanizar mais o restaurante. Além dos fornecedores de legumes, queijo e peixe, há os funcionários. A casa não seria a mesma sem meus subchefs, Helena Fonseca e Uamiri Menezes, e na cozinha a faixa etária é de 20 a 25 anos”, resume ele.

Com isso, foi ampliada a oferta de pratos servidos em carrinho ao lado da mesa. O leitão (R$ 180, incluindo guarnições; para duas pessoas) já era apresentado assim ao freguês, mesma lógica aplicada à galinha caipira envolvida no próprio molho e guarnecida com os próprios miúdos, quiabo ao vapor, angu de milho verde e verduras do dia (R$ 150, para duas ou três pessoas) e ao peixe inteiro assado com chibé (farinha d’água com limão e brotos), palmito pupunha grelhado e arroz com castanhas e frutas secas (R$ 135, para duas pessoas). Todos esses pratos estão disponíveis de sexta a domingo e, ocasionalmente, nos demais dias.

Entre os pratos individuais incorporados recentemente, destacam-se o cupim serenado (feito no local) com molho rôti enriquecido com café, legumes orgânicos e arroz negro com requeijão (R$ 48) e o arroz de pescador (com polvo, camarão e posta de bacalhau, servido em panela de ferro; R$ 120), este último clara referência do chef aos arrozes que andou comendo em Portugal. Vários pratos das temporadas anteriores foram mantidos, como o arroz de pato com paio, ora-pro-nóbis e especiarias (R$ 71).

ARMÁRIO
O Trindade está com louças novas, feitas pelo Studioneves, em São Paulo, ateliê que atende restaurantes de ponta no Brasil, como D.O.M., Lasai e Manu. Além disso, fez parceria com a cervejaria belo-horizontina Wäls para ter na carta não apenas seus rótulos fixos, mas também os sazonais. Para a semana que vem, está prometida a chegada do armário de madeira que exibirá parte da oferta de queijos artesanais da loja Roça Capital, no Mercado Central – à venda pelos mesmos preços de lá.

Trindade

Rua Alvarenga Peixoto, 388, Lourdes. (31) 2512-4479. Aberto de terça a quinta, das 18h à 0h; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h à 0h; domingo, das 12h às 17h.

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