Beth Jobim inova e apresenta mostra que mescla pintura, escultura e instalação

Exposição da artista plástica fica em cartaz até dezembro, na galeria Celma Abuquerque

por Ana Clara Brant 15/11/2013 00:13

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Pat Kildere/Divulgação
Beth Jobim explica que, à medida que o visitante caminha entre os blocos ele modifica sua relação com as obras (foto: Pat Kildere/Divulgação)
A artista plástica Beth Jobim vive novo momento na carreira. E a exposição que chega hoje a Belo Horizonte, na Celma Albuquerque Galeria de Arte, na Savassi, revela bem essa fase. Blocos, que estreou no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro no meio do ano, ao mesmo tempo mescla pintura, escultura e instalação. “Na verdade, é tudo isso e um pouco mais. São várias coisas novas ocorrendo pelo fato de a obra não estar mais na parede e de ter um pouco da escultura e também da cor. Já há algum tempo, os volumes estavam aparecendo na minha obra, mas eram sempre na parede, quando as telas tinham profundidade maior. Desta vez, inovamos”, analisa.

Agora, as telas geométricas se deslocam do seu habitual suporte e ganham formas de grandes paralelepípedos, pintados a óleo sobre madeira, que chegam a medir 2 metros de altura, formando um labirinto penetrável, no qual o espectador poderá fazer o percurso livremente, num caminho guiado pela atração cromática de cada volume. “A pessoa entra no trabalho a partir do momento em que tem essa experiência de percorrer o espaço entre os blocos. E a cada momento tem-se uma perspectiva, um ponto de vista diferente. Você tem infinitas possibilidades de percurso. Isso é bem interessante”, frisa Beth Jobim.

As cores são um capítulo à parte. O azul, tão presente e marcante na produção da artista, agora divide espaço com uma paleta de tons vibrantes e outros terrosos, harmonizados sempre com o branco. Beth Jobim explica que cada bloco recebeu apenas uma tonalidade, que ora aparece plana, quando apenas uma das faces está no campo de visão do visitante, ora volumosa, quando mais de uma face do bloco está visível. “Quando os blocos estão juntos, as cores estabelecem uma determinada relação e, à medida que você vai andando, essas relações vão mudando. Eles funcionam isolados, como blocos ativos de cor, mas também podem ser integrados enquanto instalação, dinamizando todo o espaço à sua volta”, analisa.

No total, são 20 blocos. A exposição fica em cartaz até 14 de dezembro.

Saiba mais

Pé na música

Filha do compositor e maestro Tom Jobim, Elizabeth Jobim nasceu em 1957, no Rio de Janeiro, onde estudou desenho e pintura com Anna Bella Geiger, Aluísio Carvão e Eduardo Sued. Formou-se em comunicação visual na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC RJ), em 1981, com especialização em história da arte e arquitetura brasileira, em 1988-1989. De 1990 a 1992, fez mestrado em artes plásticas na Schollof Arts New York (EUA). Em 1994, lecionou no Ateliê de Desenho e Pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio). A artista plástica, que chegou a cantar ao lado do pai na banda que o acompanhava, ainda tem duas obras que estampam discos de Tom, uma pintura em Passarim e um desenho em Antônio Carlos Jobim ao vivo em Minas.

Blocos – Beth Jobim

Pintura, escultura e instalação. Celma Albuquerque Galeria de Arte, Rua Antônio de Albuquerque 885, Savassi. De segunda a sexta, das 9h às 19h; sábado, das 9h30 às 13h. Informações: (31) 3227-6494 e www.galeriaca.com. Até 14 de dezembro.

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