Imagine caminhar pela rua e, de repente, perceber um lagarto parado, preso em um objeto urbano, sem conseguir se mexer. Foi exatamente isso que aconteceu em Jaraguá do Sul, quando o biólogo catarinense Gilberto Ademar Duwe foi chamado para resgatar um réptil em apuros. O caso, que viralizou nas redes sociais, mostra como pequenos descuidos do dia a dia podem transformar objetos comuns em armadilhas perigosas para a fauna silvestre.
Como foi o resgate do lagarto preso no cone de sinalização
Segundo o relato do biólogo nas redes sociais, a cena misturava surpresa e preocupação: o lagarto, imóvel e claramente estressado, não conseguia se soltar e permanecia totalmente vulnerável. A pessoa que encontrou o animal agiu rápido e entrou em contato com o profissional, conhecido na região por atuar em ocorrências com animais silvestres.
Ao chegar ao local, Duwe percebeu que o réptil não estava preso em um cano, como se imaginava, mas em um cone de sinalização quebrado. A abertura torta funcionou como armadilha: o lagarto entrou com facilidade, mas não conseguiu tirar a cabeça. Situações assim são mais comuns do que se pensa em áreas urbanas cheias de entulho e objetos danificados espalhados pelo chão.

O que aconteceu durante o salvamento do lagarto
Para retirar o animal, o biólogo precisou de paciência e muito cuidado. Qualquer movimento brusco poderia causar ferimentos sérios, como fraturas no pescoço ou danos à coluna. Usando luvas de proteção, ele foi girando e ajustando delicadamente o cone e o corpo do lagarto até encontrar o ângulo certo para a saída.
Depois de alguns minutos de manobra, o réptil finalmente foi libertado. Assim que se viu solto, deu uma mordida no biólogo, registrada em foto e compartilhada no Instagram. Segundo o profissional, a mordida foi apenas uma reação de defesa, algo comum em animais muito assustados após passarem por uma situação de estresse e confinamento.
Como o caso do lagarto ganhou repercussão na internet
O resgate foi publicado em vídeo no Instagram de Gilberto Duwe, mostrando todo o processo do início ao fim. A postagem, feita em novembro de 2025, rapidamente alcançou dezenas de milhares de visualizações, com muitos comentários agradecendo o trabalho do biólogo e se surpreendendo com a força e o instinto de sobrevivência do animal resgatado.
Casos como esse chamam atenção porque aproximam o público da rotina de quem trabalha com fauna silvestre e conservação. Para muita gente, é a primeira vez vendo de perto como funciona um resgate e como um simples cone abandonado na rua pode colocar um animal em sério risco. Esse tipo de divulgação também incentiva a reflexão sobre o descarte correto de resíduos e o papel de cada cidadão na proteção ambiental.
Quais são as principais características e curiosidades sobre os lagartos
O lagarto faz parte de um grupo enorme de répteis, presente em quase todos os continentes e em ambientes variados, como cidades, florestas, campos e regiões secas. Existem espécies minúsculas, que cabem na palma da mão, e outras bem grandes, como o famoso dragão-de-komodo, todas com corpo alongado e cauda bem desenvolvida. Em áreas urbanas brasileiras, é comum encontrar espécies de calangos e teíús, bastante adaptadas à presença humana.
Uma habilidade muito curiosa é a autotomia caudal: para fugir de predadores, muitos lagartos podem soltar a própria cauda, que continua se mexendo por alguns instantes para distrair o agressor. Em várias espécies, a cauda cresce de novo, embora geralmente não fique exatamente igual à original, podendo ter outra cor ou textura. Esse processo de regeneração exige muita energia do animal, o que torna importante uma boa disponibilidade de alimento e abrigo.
Como os lagartos vivem e qual é a importância deles na natureza
Como são animais de sangue frio, os lagartos dependem do ambiente para aquecer o corpo. Por isso é tão comum vê-los tomando sol em muros, pedras e troncos. Esse “banho de sol” é fundamental para que consigam se movimentar bem, digerir os alimentos e manter o corpo funcionando da maneira correta, principalmente em manhãs frias ou em locais com muita sombra urbana.
A alimentação varia bastante: muitos são insetívoros e comem baratas, formigas, mosquitos e outros pequenos invertebrados, ajudando a controlar naturalmente esses bichinhos. Outros podem ser onívoros ou até herbívoros, consumindo frutos, flores e folhas, o que também contribui para o equilíbrio dos ecossistemas locais, inclusive dentro das cidades. Em alguns ambientes, os lagartos também servem de alimento para aves de rapina, serpentes e mamíferos, integrando uma importante cadeia alimentar.






