Em agosto de 2025, Luna, uma cadelinha jovem, percorreu mais de 60 km pelas rodovias de Santa Catarina, enfrentando tráfego intenso e riscos constantes. Sua coragem e instinto de sobrevivência chamaram atenção de motoristas e voluntários.
Como o resgate foi organizado com paciência
O motorista que avistou Luna acionou protetores voluntários, que seguiram o percurso da cadelinha por horas. A aproximação era difícil devido ao medo dela e ao movimento intenso de veículos, exigindo calma e observação cuidadosa. Na manhã de 27 de agosto, a protetora Micheli Padilha conseguiu interceptar Luna com segurança. O animal foi retirado da beira da rodovia e levado para um lar temporário, onde recebeu proteção imediata e cuidados essenciais. O momento emocional do resgate foi compartilhado no Instagram da ONG Cedro animal, confira:
Como Luna iniciou a recuperação emocional e física
Nos primeiros dias, Luna demonstrou medo intenso e evitava contato humano. A rotina de recuperação incluiu interações calmas, respeito ao espaço dela, alimentação adequada e estímulos positivos graduais, ajudando-a a reconstruir a confiança.
Quais são os principais riscos ao resgatar cães em rodovias
O resgate de cães em rodovias é sempre delicado: qualquer passo errado pode assustar ainda mais o animal e empurrá-lo para o meio da pista. Em vias com grande fluxo de caminhões e carros, uma aproximação precipitada aumenta muito o perigo de atropelamento e de acidentes graves envolvendo vários veículos.
Por medo, muitos cães entram em modo de defesa: correm em zigue-zague, rosnam, evitam olhar nos olhos e podem reagir de forma agressiva por puro instinto de sobrevivência. Longas caminhadas em asfalto quente, sob sol forte ou chuva, ainda provocam exaustão, desidratação e machucados nas patas, deixando o animal em choque, ofegante e extremamente desconfiado.
Como funciona a mobilização para salvar um cão em situação de risco
Na maior parte dos casos, tudo começa com um motorista que vê o cão no acostamento e resolve não fingir que não viu. Ele registra o local, faz uma foto rápida quando possível e manda a informação para grupos de proteção animal, redes sociais e aplicativos de mensagens, usando termos como resgate de cães em rodovia para que voluntários experientes possam orientar.
A partir daí, uma verdadeira corrente do bem se forma, envolvendo pessoas que muitas vezes nem se conhecem, mas se unem para proteger aquele animal. As ações costumam seguir alguns passos básicos de organização e segurança:
- Monitorar o trajeto do animal e atualizar sempre a localização ao longo da BR.
- Acionar protetores locais e ONGs da região para montar uma equipe de apoio.
- Escolher pontos mais seguros para tentar a aproximação, evitando trechos com muito caminhão.
- Usar alimento, coleiras, caixas de transporte e movimentos calmos para conter o cão.
Como cuidar de um cachorro traumatizado depois do resgate
Depois de finalmente sair da estrada, o cão costuma ir para um lar temporário ou abrigo parceiro, onde recebe os primeiros cuidados. A avaliação veterinária vem em primeiro lugar: exames, verificação de fraturas, tratamento de feridas, controle de pulgas e carrapatos, além de hidratação e muito repouso, especialmente quando o animal andou quilômetros em poucos dias.
Mas o cuidado emocional leva mais tempo. Especialistas em comportamento animal explicam que o ideal é respeitar o ritmo do cachorro, sem pressão. Um ambiente silencioso, com rotina previsível, ajuda o animal a entender que o perigo acabou. Com jeitinho, interações positivas com pessoas, associadas a comida, brinquedos e momentos tranquilos, fazem com que muitos cães antes ariscos passem a aceitar carinho e até procurar companhia.






