A marca vermelha de 43 mil anos identificada na Espanha revelou uma possível impressão digital neandertal preservada em rocha, segundo estudos recentes. O achado ocorreu em escavações no sítio arqueológico e surpreendeu cientistas pela precisão e conservação do vestígio.
A descoberta, realizada no Abrigo de San Lázaro, no vale do rio Eresma, em Segóvia, combina tecnologia forense com arqueologia tradicional e pode alterar o entendimento sobre a inteligência simbólica dos neandertais na Espanha.
O que é a marca vermelha de 43 mil anos encontrada na Espanha?
A chamada marca vermelha de 43 mil anos consiste em um ponto de pigmento ocre aplicado sobre um seixo de granito. O artefato foi encontrado em um contexto arqueológico associado à cultura Musteriense, típica dos neandertais.
Segundo publicação repercutida pela Science News, o objeto se destaca por seu tamanho incomum e pela posição em que foi encontrado, com o pigmento voltado para cima — o que sugere intenção e não acaso.
Além disso, o contexto estratigráfico indica que o objeto pertence aos últimos grupos de neandertais que habitaram a Península Ibérica, reforçando sua relevância histórica.

Como a tecnologia revelou a impressão digital neandertal?
A análise da marca vermelha de 43 mil anos só foi possível graças à integração entre arqueologia e ciência forense. A equipe liderada por Marta Herrero, do Centro Nacional de Investigação sobre a Evolução Humana, buscou apoio da polícia científica espanhola.
O perito Samuel Miralles Mosquera aplicou técnicas usadas em investigações criminais, como análise multiespectral, que revelou sulcos compatíveis com uma impressão digital humana.
Para validar os resultados, os cientistas utilizaram:

Esses métodos confirmaram que o pigmento foi aplicado externamente e que a marca não é natural da rocha, mas resultado de ação intencional.
Por que a marca vermelha de 43 mil anos intriga cientistas?
O principal ponto de debate é o possível significado simbólico da marca. A precisão do ponto vermelho e sua posição central sugerem um comportamento deliberado, o que vai além de uma simples manipulação funcional.
Além disso, o formato da pedra lembra vagamente um rosto humano, levantando a hipótese de pareidolia — fenômeno em que o cérebro identifica padrões familiares em objetos aleatórios.
Esse detalhe é crucial porque desafia teorias antigas que atribuíam exclusivamente ao Homo sapiens a capacidade de pensamento abstrato. Agora, a marca vermelha de 43 mil anos indica que os neandertais também poderiam possuir cognição simbólica.
Como a marca vermelha de 43 mil anos redefine o passado?
A marca vermelha de 43 mil anos não é apenas um vestígio arqueológico — ela representa uma possível evidência de identidade, intenção e expressão individual em um período remoto da história humana.
Ao unir tecnologia moderna e investigação histórica, cientistas conseguem acessar detalhes antes invisíveis, aproximando o presente de um passado que ainda guarda muitos mistérios.
Diante disso, a descoberta levanta uma reflexão importante: até que ponto subestimamos a complexidade dos nossos ancestrais?






