Após criar vínculo com um cachorro em viagem, casal decide adotá-lo e precisa seguir regras para trazê-lo ao Brasil. O processo envolve vacinas, certificado de saúde e exigências da companhia aérea.
Imagine estar em uma viagem dos sonhos, em um país que você nunca visitou, e de repente um cachorro aparece todos os dias para fazer parte da sua rotina. Foi isso que aconteceu com um casal brasileiro em um hotel em Montenegro: um encontro inesperado, um vínculo imediato e, logo depois, a grande pergunta que mexeu com o coração e com a razão – como levar esse novo amigo de quatro patas para o Brasil de forma segura e correta?
Como foi o encontro com o cachorro durante a viagem
Em Montenegro, o casal se hospedou em um hotel onde um cachorro circulava livremente pelos espaços comuns, como se conhecesse cada canto do lugar. Simpático, brincalhão e cheio de energia, ele acompanhava hóspedes pelos corredores, jardim e área da piscina, sempre presente e interessado em atenção constante.
Com os portões do hotel abertos, o cão ia e vinha com naturalidade, como um verdadeiro morador local. Em pouco tempo, passou a seguir o casal até o quarto, onde chegou a descansar tranquilo. Essa convivência diária, cheia de carinho e contato, despertou algo mais profundo: a vontade real de adotá-lo e incluí-lo na família.

Como trazer um cachorro do exterior para o Brasil com segurança
Quando surgiu a ideia de adoção, veio também a dúvida: como trazer um cachorro de outro país para o Brasil sem problemas? O apego emocional é forte, mas existem regras importantes a seguir para proteger tanto o animal quanto a saúde pública. Viajar com um pet envolve muito mais do que comprar passagem.
Sem os cuidados certos, o cão pode ter a entrada barrada, enfrentar quarentena ou até ser impedido de embarcar. Por isso, empresas especializadas em transporte de animais, como a Carga Viva Export, orientam a seguir uma lista de exigências básicas para que tudo aconteça de forma organizada e segura para o pet, incluindo planejamento prévio e avaliação das regras de cada companhia aérea.
Quais documentos e cuidados são necessários para levar o cão ao Brasil
Para que um cachorro entre regularmente no Brasil, é preciso reunir alguns documentos e comprovar que ele está saudável. Isso vale tanto para cães adotados no exterior quanto para aqueles que já fazem parte da família e vão acompanhar os tutores em mudanças ou viagens mais longas e complexas, que muitas vezes exigem organização com meses de antecedência para evitar imprevistos burocráticos.
- Certificado de saúde veterinário: emitido por um médico-veterinário, confirmando que o animal está apto a viajar.
- Carteira de vacinação atualizada: principalmente a vacina antirrábica, dentro do prazo exigido.
- Tratamento antiparasitário: feito com antecedência, para prevenir parasitas internos e externos.
- Documentos adicionais: alguns países pedem formulários extras, certificados oficiais ou traduções juramentadas.
O microchip não é obrigatório para entrada no Brasil, mas costuma ser bastante recomendado. Ele facilita a identificação do animal em aeroportos, ajuda em caso de perda e contribui para manter o histórico de saúde organizado ao longo da vida do pet, especialmente em viagens futuras ou mudanças para outros países ou cidades. Confira o vídeo compartilhado pelo Weslley Paulino e a esposa:
Existem raças de cachorro proibidas ou restrições no avião
De acordo com as regras brasileiras vigentes até 2026, não há raças oficialmente proibidas de entrar no país. Porém, isso não quer dizer que qualquer cachorro possa viajar em qualquer voo ou companhia aérea. Cada empresa aérea pode ter suas próprias políticas de transporte, incluindo limites de peso, tipo de caixa e quantidade de animais por voo específico.
Cães braquicefálicos, como bulldogs e pugs, por exemplo, exigem mais atenção por terem mais sensibilidade respiratória. Algumas companhias limitam o transporte desses animais no porão, restringem peso e tamanho na cabine e controlam o tipo de caixa de transporte, sempre pensando em reduzir riscos durante o voo longo.
Por que tantos viajantes pensam em adotar animais durante viagens
Histórias como a do casal em Montenegro mostram como é fácil criar laços com um cachorro em poucos dias. Em viagem, as pessoas costumam estar mais abertas e disponíveis, com tempo para observar, brincar e interagir com animais que circulam por hotéis, ruas e cafés, muitas vezes em busca de carinho e atenção, além de comida e um pouco de segurança afetiva.
Quando nasce a vontade de adoção, o primeiro passo é entender se o cão tem tutor, se é mascote do hotel ou se vive na rua. A partir daí, entram em cena as decisões responsáveis: levá-lo ao veterinário para avaliação, checar vacinas, cuidar da documentação e pensar se a família realmente conseguirá cuidar desse animal a longo prazo, considerando rotina, custos mensais e possíveis viagens futuras com o novo companheiro.






