Entenda como o metabolismo e o gás carbônico tornam algumas pessoas alvos fáceis para os mosquitos. Aprenda estratégias eficientes para proteger sua casa e reduzir a atração desses insetos no dia a dia.
Você já ficou se perguntando por que, em uma roda de amigos, parece que sempre o mesmo vira “banquete” de pernilongo enquanto outros quase não são picados? Esse incômodo tão comum em noites quentes levanta dúvidas sobre alimentação, consumo de açúcar e até sobre o uso de vitaminas, como a vitamina B1, como se fossem uma espécie de “escudo interno” contra as picadas.
Como é o ciclo do pernilongo e por que ele se interessa pelo nosso sangue
O pernilongo passa por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto, sendo que as três primeiras acontecem sempre em água parada, como em pneus velhos, garrafas esquecidas no quintal ou caixas-d’água destampadas. Quando vira adulto, o mosquito alado começa a buscar alimento e lugar ideal para se reproduzir.
Nessa fase, são principalmente as fêmeas que picam humanos e animais, pois precisam do sangue para formar os ovos e dar continuidade ao ciclo reprodutivo. Elas seguem pistas como calor do corpo, gás carbônico da respiração e cheiros liberados pela nossa pele, o que explica por que locais fechados e quentes, com muita gente, costumam ter mais mosquitos incomodando.
Por quais motivos o pernilongo parece gostar de quem consome muito açúcar
A ideia de que o pernilongo prefere quem come muito açúcar vem das mudanças que a alimentação causa no nosso corpo, como no metabolismo e até no tipo de suor que produzimos. Dietas ricas em carboidratos simples podem influenciar a temperatura da pele e o cheiro exalado, deixando algumas pessoas mais “fáceis” de serem encontradas.
Alguns estudos sugerem que níveis altos de glicose no sangue e alterações hormonais podem intensificar o odor corporal e a quantidade de gás carbônico que eliminamos. Mesmo assim, o açúcar é só uma parte da história: fatores como atividade física, genética e perfumes também entram na conta de quem será mais atraente para o mosquito.
Para você que gosta de se proteger, separamos um vídeo do canal Pomar e Horta Sustentáveis com dicas para acabar comos mosquitos:
A vitamina B1 realmente funciona como um repelente interno
A vitamina B1, ou tiamina, é importante para aproveitar bem os carboidratos dos alimentos e manter o sistema nervoso equilibrado. Surgiu a ideia de que ela poderia afastar mosquitos porque sua metabolização pode alterar levemente o cheiro da pele e da respiração, o que em teoria mudaria a forma como o pernilongo “nos sente”.
Apesar disso, pesquisas em humanos mostram resultados inconsistentes, sem prova firme de que suplementar B1 diminua, na prática, a quantidade de picadas. Assim, a tiamina pode até ser um cuidado extra para a saúde, mas não deve ser vista como repelente interno garantido nem substituir medidas de proteção já bem comprovadas.
Quais cuidados ajudam a reduzir a atração do pernilongo no dia a dia
Para realmente diminuir as picadas, é preciso combinar cuidados individuais com ações em casa e na comunidade, não contando só com dieta ou vitaminas. Uma alimentação mais equilibrada, com menos açúcar simples e mais alimentos frescos, pode ajudar o corpo a funcionar melhor e, de quebra, influenciar o padrão de suor e odores da pele, embora isso não elimine totalmente o risco.
No dia a dia, algumas atitudes simples fazem bastante diferença e ajudam a afastar o pernilongo sem complicação:
- Eliminar água parada em quintais e lajes, evitando criadouros do mosquito adulto;
- Instalar telas em janelas e portas para reduzir a entrada de insetos em casa;
- Usar ventiladores ou circuladores de ar, que dificultam o voo do pernilongo;
- Preferir roupas claras e de mangas compridas em horários de maior atividade do inseto voador;
- Aplicar repelentes aprovados por órgãos de saúde, seguindo sempre as instruções do rótulo.
Entender como o pernilongo responde ao cheiro do nosso corpo, ao ambiente e aos nossos hábitos ajuda a montar uma estratégia mais completa de proteção, unindo controle de focos, escolhas diárias e uso de repelentes com eficácia já reconhecida pela ciência atual.






