Renata, 36 anos, mora em Salvador e trabalha como vendedora em um shopping da cidade. A rotina dela é corrida, com turnos longos e pouco tempo em casa durante a semana. Mesmo assim, sempre tenta acompanhar de perto a vida escolar do filho Pedro, de 14 anos. Foi justamente em uma dessas noites em que chegou cansada do trabalho que percebeu algo diferente, o menino estava cada vez mais preso ao celular e deixando as tarefas da escola acumularem.
Por que o celular começou a dominar a rotina do garoto?
No começo parecia algo normal. Pedro usava o celular para conversar com amigos, assistir vídeos e jogar online depois de terminar a lição de casa. Mas aos poucos o tempo de tela foi aumentando.
As tarefas começaram a ser adiadas para depois, depois viraram atividades incompletas e, em pouco tempo, alguns trabalhos nem chegaram a ser entregues. As notas começaram a cair e os professores enviaram avisos para a família.
Renata percebeu que o problema não era apenas o celular em si, mas a falta de organização do filho para equilibrar lazer e responsabilidades.
Alguns comportamentos passaram a preocupar a mãe.
- Horas seguidas assistindo vídeos ou jogando.
- Tarefas escolares deixadas para a última hora.
- Dificuldade de concentração nos estudos.
- Desânimo para iniciar atividades da escola.

Como Renata decidiu conversar com o filho?
Em vez de simplesmente tirar o celular ou começar uma discussão, Renata esperou um momento mais tranquilo para falar com Pedro. Depois do jantar, chamou o filho para sentar na mesa da cozinha.
Ela começou perguntando como estavam as atividades da escola e se ele estava conseguindo acompanhar as matérias. Pedro respondeu de forma rápida, tentando minimizar a situação.
Mas Renata explicou que tinha recebido recados de professores e que sabia que algumas tarefas estavam atrasadas. O tom da conversa não era de briga, mas de preocupação.
Para ela, orientar o filho exigia duas coisas importantes.
- Ser firme sobre as responsabilidades.
- Demonstrar que estava ali para ajudar.
Qual frase ela usou para explicar a situação?
Durante a conversa, Renata lembrou de uma frase que tinha ouvido em uma palestra do filósofo Mario Sergio Cortella. Aquela reflexão sempre fez sentido para ela em momentos difíceis da vida.
Ela pegou um caderno do filho e escreveu a frase com calma.
Segundo Mario Sergio Cortella:
“Faça o teu melhor na condição que você tem.”
Pedro leu em silêncio e perguntou o que aquilo tinha a ver com o problema do celular e das tarefas atrasadas.
Renata explicou que ninguém tem uma rotina perfeita. Todos enfrentam distrações, cansaço e dificuldades, mas ainda assim precisam tentar fazer o melhor possível dentro da realidade que possuem.
O que aquela frase significava na prática?
Para ajudar o filho a entender melhor, Renata explicou que estudar não exige perfeição absoluta. O importante é organizar o tempo e assumir responsabilidade pelas próprias escolhas.
Ela disse que o celular não precisava desaparecer da rotina, mas precisava ocupar um espaço equilibrado dentro do dia.
Renata então sugeriu algumas mudanças simples que poderiam ajudar Pedro a recuperar o ritmo nos estudos.
- Separar um horário específico para fazer as tarefas.
- Deixar o celular longe durante o tempo de estudo.
- Dividir trabalhos grandes em pequenas partes.
- Usar o celular apenas depois de concluir as atividades.
Como Pedro começou a reorganizar a própria rotina?
Nos dias seguintes, Pedro tentou colocar em prática algumas das orientações da mãe. No começo não foi fácil, principalmente porque estava acostumado a pegar o celular sempre que se sentia entediado.
Mas aos poucos percebeu que terminar as tarefas primeiro deixava a cabeça mais tranquila para aproveitar o tempo livre depois.
Renata continuou acompanhando o processo sem cobrar perfeição. Sempre que via o filho estudando, fazia questão de reconhecer o esforço.
A frase escrita no caderno ficou marcada na primeira página das anotações.
Segundo Mario Sergio Cortella:
“Faça o teu melhor na condição que você tem.”
Para Renata, aquela frase resume uma lição importante da vida. Não se trata de exigir resultados impossíveis, mas de ensinar que cada pessoa pode dar o melhor passo possível dentro da realidade que possui.






