O famoso cheirinho de milho nas patas de cães e gatos geralmente é natural. Saiba como a microbiota e o suor criam esse odor e aprenda a identificar sinais de alerta que exigem uma visita ao veterinário
Se você convive com um pet em casa, talvez já tenha notado aquele cheirinho curioso nas patas, parecido com milho, salgadinho ou até um “chulé” bem leve. Muitas pessoas brincam com isso, mas também surgem dúvidas: será que é normal, falta de higiene ou sinal de problema de saúde?
O que é o “chulé de cachorro e gato” e por que ele acontece
Quando falamos em “chulé de cachorro e gato”, estamos nos referindo ao cheirinho que sai das almofadinhas das patas. Diferente de nós, que suamos em várias partes do corpo, cães e gatos suam principalmente pelas patinhas, por meio de glândulas especializadas nessa região.
Essas patas estão sempre em contato com chão, tapete, grama e outros lugares. Com isso, acabam acumulando umidade, poeira, células mortas e micro-organismos. A mistura de suor, calor e sujeira cria o ambiente perfeito para o cheirinho surgir, mesmo em animais bem cuidados.
Por que cachorro e gato podem ter chulé nas patas
O principal motivo para esse cheiro é a microbiota da pele, ou seja, o grupo de bactérias e fungos que vivem naturalmente ali. Eles ajudam a proteger o corpo, mas também quebram componentes do suor e de restos orgânicos, liberando substâncias que o nosso nariz identifica como odor.
Alguns fatores do dia a dia podem deixar esse cheiro mais forte, como umidade constante, pelos longos entre os dedos ou ambientes pouco ventilados. Em muitos pets, o famoso “cheiro de salgadinho” é apenas uma consequência normal do corpo funcionando direitinho.

Quando o cheiro das patas pode indicar um problema de saúde
Nem todo cheirinho nas patas é inofensivo. Em alguns casos, o odor muito forte, azedo ou “estragado” pode ser um sinal de alerta para problemas de pele, alergias ou infecções. O ideal é sempre observar o pet como um todo, e não apenas o cheiro.
Alguns sinais ajudam a perceber quando o cheiro pode estar relacionado a algo mais sério e merecer uma visita ao veterinário:
- Lambedura excessiva das patas, a ponto de ficarem molhadas quase o tempo todo.
- Vermelhidão entre os dedos ou nas almofadinhas, com sensibilidade ao toque.
- Pele descamando, com crostas, feridas ou rachaduras aparentes.
- Odor muito intenso, azedo ou lembrando algo estragado ou podre.
- Animal mancando ou evitando apoiar a pata no chão.
Para você que gosta do seu pet, separamos um vídeo do canal Dudu Jardineiro com dicas de para acabar com o chulé do seu gato:
Como reduzir o chulé de cachorro e gato na rotina
Quando o cheiro é leve e o animal está bem, algumas atitudes simples já ajudam bastante. A ideia é manter as patas limpas e secas, sem exagerar nos produtos, para não irritar a pele nem destruir a proteção natural.
Depois dos passeios ou brincadeiras, vale limpar delicadamente as almofadinhas com pano úmido ou lenço específico para pets e secar com carinho entre os dedos. Em cães com muito pelo na região, a tosa higiênica pode facilitar a limpeza. Evite receitas caseiras com vinagre, álcool ou produtos de uso humano, pois podem causar ardor, ressecamento e até queimaduras.
Como saber se o chulé do pet é normal ou preocupante
Para diferenciar o cheiro normal daquele que precisa de atenção, é importante observar o conjunto: odor, aparência da pele e comportamento. Um leve cheirinho nas patas, sem coceira intensa, sem feridas e com pele íntegra, costuma ser considerado algo esperado em cães e gatos.
Já mudanças bruscas no cheiro, aumento da lambedura, incômodo ao caminhar ou qualquer alteração visível na pele justificam uma avaliação com o médico-veterinário. Assim, você garante o bem-estar do pet e aprende a conviver melhor com o famoso “cheiro de patas” dentro de casa, sem sustos desnecessários.





