O clima quente e úmido acelera o ciclo dos carrapatos, trazendo riscos para humanos e animais. Aprenda estratégias práticas para limpar o ambiente, prevenir picadas e tratar infestações com segurança total.
Em um dia quente de verão, ao brincar no quintal com o cachorro, muita gente só percebe o problema quando encontra um pequeno ponto escuro andando na pele do animal – ou na própria perna: um carrapato. Com o calor e a umidade em alta, esses parasitas aparecem com mais frequência tanto em áreas urbanas quanto rurais, aumentando a preocupação com a saúde de pessoas e animais de estimação.
Por que há aumento de carrapatos no verão
O aumento de carrapatos no verão está diretamente ligado ao ciclo de vida desses aracnídeos. Em dias mais quentes e úmidos, eles ficam mais ativos, se alimentam com mais frequência e completam cada fase de desenvolvimento mais rápido, o que resulta em mais ovos, mais larvas e mais infestação em pouco tempo.
Além do clima, a presença de animais hospedeiros, vegetação alta, falhas na limpeza de quintais e áreas com entulho favorecem a proliferação. Em cidades, o problema atinge principalmente cães e gatos; em zonas rurais, o impacto é maior em bovinos e cavalos, afetando também a rotina de produtores rurais.
Quais fatores favorecem carrapatos no ambiente
Algumas características do ambiente funcionam como um convite para os carrapatos se instalarem. Quando esses fatores se somam a verões mais longos e chuvosos, a chance de infestação aumenta muito, tanto em casas quanto em sítios e fazendas.
- Gramado alto e mato acumulado, que servem de abrigo e esconderijo;
- Animais sem proteção adequada, como coleiras ou remédios antiparasitários;
- Trânsito de animais silvestres em áreas próximas a matas e trilhas;
- Acúmulo de entulho e falta de limpeza regular em quintais e canis.
Quais são os riscos do aumento de carrapatos no verão
O problema não é só o incômodo de ver o parasita preso na pele: carrapatos podem transmitir doenças tanto para pessoas quanto para animais. Em cães, enfermidades como erliquiose e babesiose podem provocar febre, cansaço extremo, falta de apetite e alterações importantes no sangue.
Em humanos, a picada de carrapato pode estar relacionada à febre maculosa brasileira em algumas regiões, entre outras infecções. Os riscos aumentam quando a retirada é feita de forma inadequada ou quando a pessoa demora para buscar atendimento após notar febre, dor de cabeça, manchas na pele ou mal-estar.
Como prevenir carrapatos em casas e quintais
Para diminuir o aumento de carrapatos no verão, é importante cuidar ao mesmo tempo dos animais e do ambiente. Grande parte do ciclo do parasita acontece fora do corpo do cão ou do gato, escondido em frestas, folhas secas e locais úmidos, por isso apenas medicar o animal costuma ser insuficiente.
Manter o gramado aparado, evitar acúmulo de folhas e entulho e limpar canis, varandas e abrigos com frequência ajuda bastante. Também é essencial usar produtos indicados por um veterinário, como comprimidos, pipetas ou coleiras, e examinar o corpo dos animais após passeios em parques, trilhas e áreas verdes.
Para você que gosta de proteger seus pets, separamos um vídeo do canal da Veterinária Thalita Portugal com dicas para proteger seus animais dessa praga:
Como é o controle de carrapatos em propriedades rurais
Em áreas rurais, o carrapato pode prejudicar muito o rebanho, causando perda de peso, queda na produção de leite e maior gasto com medicamentos. Por isso, o controle precisa ser planejado e constante, especialmente no verão e no início do outono.
Manejo de pastagens, rodízio de piquetes e orientação de um profissional são aliados importantes. O acompanhamento técnico ajuda a escolher o produto certo, na dose correta, e a evitar resistência dos parasitas aos medicamentos usados ao longo do tempo.
O que fazer ao encontrar um carrapato na pele
Ao encontrar um carrapato fixado na pele de uma pessoa ou de um animal, o ideal é retirá-lo com calma e cuidado. Use uma pinça fina, segure o parasita o mais próximo possível da pele e puxe com tração firme e contínua, sem torcer ou esmagar, para aumentar as chances de remoção completa.
Depois, lave o local com água e sabão e observe por alguns dias. Se o animal estiver muito infestado, um veterinário deve avaliar o caso e orientar o tratamento. Em humanos, surgindo febre, dor de cabeça, manchas na pele ou mal-estar após contato com carrapatos, procure atendimento médico e informe o histórico de exposição, principalmente após passeios em matas, trilhas e áreas com gramado alto.






