Após capotamento na BR-153, família e pets saíram ilesos. O caso reforça a importância de transportar animais com cintos, caixas e acessórios adequados, priorizando segurança e bem-estar.
O início de 2026 marcou para sempre a vida de Estefany Rizzo e sua família. Durante uma viagem rumo a Curitiba, o carro em que estavam capotou na BR-153, em Santa Catarina, em meio a uma forte chuva. Além dos pais, viajavam também os pets da família: Kobe, um golden retriever, e Vini, um gatinho cheio de energia.
Como aconteceu o acidente com o carro da família
O veículo aquaplanou na pista molhada, o motorista perdeu o controle e o carro capotou. Apesar do susto e da gravidade do acidente, a família conseguiu sair do carro antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
Todos sofreram apenas ferimentos leves, e o alívio veio ao constatar que Kobe e Vini estavam ilesos, prontos para brincar novamente como se nada tivesse acontecido.
Como os pets reagiram ao capotamento
Kobe e Vini não sofreram nenhum ferimento. Para a tutora, foi um motivo de gratidão e emoção, reforçando a sensação de que todos foram protegidos e que a vida deles tinha sido preservada.
Nas redes sociais, Estefany descreveu a experiência como “o dia em que nascemos de novo”, destacando o valor da segurança, da fé e do cuidado com todos os passageiros — humanos e pets.
Como transportar pets com segurança no carro
As principais recomendações sobre transporte de animais em veículos envolvem a combinação de proteção física e conforto, sempre pensando no bem-estar do pet e de quem está dirigindo. Especialistas orientam que os pets viajem, preferencialmente, no banco traseiro, longe dos airbags frontais, que podem ser perigosos para animais de pequeno e médio porte.
Entre as opções mais usadas para garantir a segurança dos bichos durante o trajeto estão alguns acessórios simples, que fazem muita diferença em uma freada brusca ou até em um capotamento. Abaixo, você encontra os itens mais comuns e como eles ajudam na proteção do seu animal:
- Cinto de segurança para cães: preso ao cinto do carro e conectado a um peitoral próprio, evita que o animal seja projetado para frente.
- Peitoral específico para carro: mais resistente e ajustado ao corpo, distribui melhor a força em caso de impacto.
- Cadeirinha para pets de pequeno porte: eleva o animal, mantendo-o preso e mais estável.
- Caixa de transporte bem fixada: recomendada para gatos e cães pequenos, desde que presa ao cinto ou à estrutura do banco.
- Grades ou redes de separação: isolam o porta-malas ou a área traseira, evitando que o pet chegue até o motorista.
Que erros comuns devem ser evitados ao viajar com pets
A tentação de deixar o cachorro com a cabeça para fora da janela ainda é comum, mas especialistas alertam que essa prática aumenta o risco de lesões nos olhos, contato com detritos da estrada e até quedas. Por isso, orienta-se manter as janelas traseiras fechadas ou apenas levemente entreabertas, de forma que o animal não consiga colocar a cabeça para fora.
Outro ponto crítico é o calor dentro do veículo, mesmo em dias que não parecem tão quentes. Deixar um pet sozinho no carro, ainda que por poucos minutos, pode elevar rapidamente a temperatura interna, levando ao superaquecimento e risco de morte. A recomendação é nunca abandonar o animal dentro do automóvel, em nenhuma estação do ano.

O que o caso da BR-153 ensina sobre responsabilidade com os pets
O acidente envolvendo o casal, o golden retriever e o gatinho, na região de Campina da Alegria, mostrou que uma viagem de carro com animais exige o mesmo planejamento de qualquer deslocamento em família. A presença de cintos adequados, caixas de transporte e um roteiro com paradas programadas pode não impedir um imprevisto, mas reduz bastante seus impactos.
Relatos de quem passa por situações de risco costumam mencionar um sentimento de recomeço e mudanças de hábito. No contexto da segurança no transporte de pets, isso se traduz em mais atenção à forma como os animais são acomodados e à escolha de equipamentos certificados, sempre com apoio de profissionais da área veterinária.
Próximo passo para cuidar melhor dos seus pets
O caso da BR-153 lembra que nossos animais não são “passageiros extras”, mas parte da família, e merecem o mesmo nível de cuidado. Rever a forma como você viaja com seu cão ou gato, investir em equipamentos de qualidade e planejar cada trajeto é uma forma concreta de demonstrar amor e responsabilidade.
Antes da sua próxima viagem, olhe para o banco de trás e se pergunte se seu pet está realmente protegido. Se a resposta for “não sei” ou “ainda não”, este é o momento de buscar orientação com um médico veterinário, ajustar o transporte e transformar cada passeio em um trajeto mais seguro para todos.






