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Saiba como é investir em placas solares em casa em 2026 com a taxação na energia solar

20/11/2025
Em Dicas de Casa
Saiba como é investir em placas solares em casa em 2026 com a taxação na energia solar

Casa pequena com painéis solares - Créditos: depositphotos.com / Smileus

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Você investiu R$ 15.000 em placas solares, sonhando em zerar a conta de luz, mas tomou um susto ao ver que a fatura ainda chega com valores? Pior, você ouviu o boato de que o governo criou uma “taxação do sol”?

Essa confusão se espalhou pelo Brasil e gerou pânico entre os mais de 2 milhões de consumidores que produzem a própria energia. A ideia de “pagar imposto sobre o sol” parece absurda, mas a mudança na regra, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022), alterou o jogo para quem instalou painéis recentemente.

A verdade é que o sol não está sendo taxado. O que mudou foi a forma como o consumidor paga pelo uso da infraestrutura da distribuidora (os postes e fios da Cemig, Enel, etc.). Entenda de uma vez por todas o que é a “taxação do sol” e quem realmente precisa pagar.

O que é a nova taxação da energia solar?

O sol continua sendo de graça. A “taxação” é um apelido que foi dado à cobrança do Fio B, um dos componentes da tarifa de energia.

Vamos entender a regra antiga (válida para quem instalou até janeiro de 2023) e a regra nova:

  • Sistema Antigo (Geração 100% Gratuita): Você instalava painéis solares. A energia que você produzia e não usava (ex: ao meio-dia) era “emprestada” para a rede da distribuidora (Cemig, por exemplo). À noite, você “pegava” essa energia de volta da rede. Nessa troca, 1 kWh gerado valia 1 kWh consumido. Você só pagava a taxa mínima de disponibilidade.
  • Sistema Novo (O ‘Pedágio’): A nova lei (14.300) entendeu que, mesmo gerando sua energia, você ainda usa a infraestrutura de fios da distribuidora para “guardar” sua energia excedente e “pegar” de volta à noite. A “taxação do sol” é, na verdade, um “pedágio” que você paga pelo uso dessa infraestrutura.

Esse “pedágio” é chamado de Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), ou simplesmente “Fio B”.

Quem precisa pagar a taxação do sol?

Este é o ponto mais importante. As regras são diferentes dependendo de quando você instalou seu sistema.

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  1. Grupo 1: Os “Isentos” (Direito Adquirido) Se você protocolou a instalação do seu sistema de energia solar na distribuidora local (Cemig, Enel, etc.) até o dia 6 de janeiro de 2023, você não paga nada. Você se enquadra na regra antiga e tem o “direito adquirido”. Sua isenção da “taxação do sol” (do Fio B) é válida até o ano de 2045.
  2. Grupo 2: Os “Taxados” (Novas Instalações) Se você protocolou seu projeto a partir de 7 de janeiro de 2023, você entra na nova regra. Você terá que pagar a taxa do Fio B sobre a energia que você consome da rede (aquela que você injetou e pegou de volta).

Como a taxa da energia solar é cobrada?

A cobrança é escalonada, ou seja, ela vai aumentar ano a ano, dando tempo para o mercado se adaptar.

Homem e mulher de negócios conversando sobre energia solar – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Para quem instalou após janeiro de 2023, a cobrança do Fio B será:

  • 15% da taxa a partir de 2024
  • 30% da taxa a partir de 2025
  • 45% da taxa a partir de 2026
  • 60% da taxa a partir de 2027
  • 75% da taxa a partir de 2028
  • 90% da taxa a partir de 2029
  • 100% da taxa a partir de 2030 (em alguns casos, 2031)

Em resumo: sua conta de luz não será “zerada” como antes. Você pagará a taxa mínima (custo de disponibilidade) mais essa porcentagem do Fio B sobre a energia que você usou da rede.

Energia solar vale a pena?

Sim. Especialistas do setor de energia e a própria ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) são unânimes: mesmo com a nova regra, a energia solar continua sendo um investimento extremamente vantajoso no Brasil.

O motivo é simples: o “pedágio” (Fio B) é apenas uma pequena fração do custo total da energia. A maior parte do que você paga na conta de luz é a “Tarifa de Energia (TE)”, e essa você continuará deixando de pagar.

  • Retorno do Investimento (Payback): Antes da lei, quem investia R$ 15.000 em placas tinha o retorno em cerca de 3 a 4 anos.
  • Novo Payback: Com a nova regra, esse retorno do investimento (payback) apenas se alongou um pouco, passando para 4 ou 5 anos, em média.

Considerando que as placas solares têm vida útil de 25 anos ou mais, o consumidor ainda terá cerca de 20 anos de energia quase gratuita após pagar o investimento, mesmo pagando a nova taxa.

O sol foi taxado?

Não, o sol não foi taxado. O que foi criado foi um “pedágio” justo pelo uso dos postes e fios da distribuidora, algo que especialistas do setor já debatiam há anos.

Se você já tinha energia solar antes de 2023, nada muda para você até 2045. Se você pretende instalar agora, o investimento continua sendo uma das formas mais seguras e rápidas de economizar dinheiro no Brasil, apenas com um tempo de retorno ligeiramente maior.

Tags: economiaEnergia Solartaxa
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