A mangava‑brava (Garcinia brasiliensis) é uma planta nativa brasileira bastante mencionada na fitoterapia popular por seus usos anti‑inflamatórios, cicatrizantes e antimicrobianos. Estudos recentes começaram a comprovar cientificamente tais efeitos.
- Ação antimicrobiana
- Ação cicatrizante / regeneradora da pele
- Ação anti‑inflamatória
Ação antimicrobiana
O extrato da folha de mangava‑brava apresenta atividade antimicrobiana significativa, provavelmente relacionada aos compostos fenólicos e flavonoides presentes em sua composição. De acordo com a pesquisadora universitária Larissa S. Silva, “os extratos bruto (CE) e a fração acetato de etila (EAF) de G. brasiliensis demonstraram atividade antimicrobiana com teor de fenólicos e flavonoides elevados”. (SILVA, 2024)

“A composição fenólica da fração acetato de etila do extrato metanólico das folhas de G. brasiliensis indicou a presença de doze flavonoides, que foram associados a alta atividade antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória.” (SILVA et al., 2024)
Ação cicatrizante nas lesões cutâneas
A planta também tem mostrado potencial de acelerar a cicatrização de feridas, inclusive em modelos de pele infectada, contribuindo para modulação do processo inflamatório e reepitelização. De acordo com o biomédico H. R. Souza, “as formulações em gel com 10% de extrato de G. brasiliensis aplicadas em feridas cutâneas infectadas demonstraram controle do prurido, redução da expressão de AnxA1 e células GSDM‑D, além de aumento de MCP‑1”. (SOUZA, 2022)
“Os resultados mostram um perfil anti-inflamatório importante e potencial de cicatrização da pele do CE e EAF das folhas de G. brasiliensis, mesmo em lesões infectadas, com perspectivas terapêuticas.” (Souza et al., 2022)
Ação anti‑inflamatória
A mangava‑brava tem sido investigada quanto à sua capacidade de reduzir processos inflamatórios, o que favorece tanto a reparação tecidual quanto a proteção contra agressões microbianas persistentes. De acordo com a farmacêutica Flávia V. Santa‑Cecília, “o extrato etanólico de G. brasiliensis evidenciou ação anti‑inflamatória e antinociceptiva em modelos de edema, peritonite e crescimento fibrovascular em ratos”. (SANTA‑CECÍLIA, 2011)
“O GbEE nas doses de teste de 30 a 300 mg/kg por via oral demonstrou claramente efeitos anti-inflamatórios pela redução do edema nas patas, inibição do recrutamento de leucócitos na cavidade peritoneal… Os extratos também demonstraram atividade antinociceptiva em camundongos.” (Santa-Cecília et al., 2011)
Benefícios da mangava‑brava para a saúde da pele
- Combinação de atividade antimicrobiana + anti‑inflamatória favorece prevenção de infecções secundárias em feridas.
- Estimula a cicatrização, reepitelização e modula mediadores como AnxA1 e MCP‑1 em modelos experimentais.
- Se mostra um aliado promissor em cosméticos ou tratamentos tópicos para pele lesada, ou sensibilizada.
Referências bibliográficas
- SANTA‑CECÍLIA, Flávia V.; VILELA, Fabiana C.; ROCHA, Cláudia Q. da; DIAS, Danielle F.; CAVALCANTE, Gustavo P.; FREITAS, Lissara A. S.; dos SANTOS, Marcelo H.; GIUSTI‑PAIVA, Alexandre. Anti‑inflammatory and antinociceptive effects of Garcinia brasiliensis. Journal of Ethnopharmacology, v.133, n.2, p.467‑473, 2011. doi:10.1016/j.jep.2010.09.036.
- SOUZA, H. R.; et al. Evaluation of the healing properties of Garcinia brasiliensis in an infected cutaneous wound model. Journal of Ethnopharmacology, 2022.
- SILVA, L. S.; et al. Garcinia brasiliensis Leaves Extracts Inhibit the … Pharmaceuticals, v.18, n.1, 24, 2024.
Observação: Este artigo destina‑se a fins informativos e não substitui a orientação de profissional da saúde ou fitoterapeuta qualificado.






