O cumaru (Dipteryx odorata), também conhecido como fava-tonka, é uma semente aromática tradicionalmente utilizada na medicina popular da Amazônia. Pesquisas científicas têm demonstrado que seus compostos bioativos apresentam efeitos promissores para a saúde.
- Ação anti-inflamatória que auxilia no controle de processos inflamatórios
- Efeito antioxidante que combate radicais livres e protege células
- Atividade antimicrobiana contra diferentes tipos de micro-organismos
Propriedade anti-inflamatória
O cumaru contém cumarina e flavonoides capazes de modular a resposta inflamatória no organismo. Esses compostos reduzem mediadores pró-inflamatórios e podem contribuir no alívio de dores e inchaços. Segundo estudos descritos por Matos na obra clássica de farmacognosia,
“As cumarinas presentes em diversas espécies tropicais apresentam ação anti-inflamatória significativa, relacionada à inibição de prostaglandinas e outros mediadores inflamatórios” (MATOS, 2009).

Ação antioxidante
Entre as propriedades medicinais do cumaru, destaca-se sua capacidade antioxidante. Seus constituintes fenólicos neutralizam radicais livres, prevenindo o estresse oxidativo que está associado ao envelhecimento celular e a diversas doenças crônicas. Conforme relatado por Wagner e Bladt,
“Os extratos contendo cumarina demonstraram atividade antioxidante relevante em ensaios laboratoriais, atribuída à presença de fenóis e flavonoides” (WAGNER; BLADT, 2001).
Atividade antimicrobiana
O cumaru também possui efeito antimicrobiano, com destaque para a ação da cumarina e do ácido o-cumárico contra bactérias e fungos. Esse potencial reforça seu uso tradicional em infecções leves da pele e das vias respiratórias. De acordo com Lorenzi e Matos, em estudo de plantas medicinais brasileiras,
“Diversas espécies ricas em cumarina apresentaram atividade antibacteriana in vitro, demonstrando seu potencial terapêutico como antimicrobiano natural” (LORENZI; MATOS, 2008).
Benefícios para o fígado
Pesquisas também apontam possível efeito hepatoprotetor do cumaru. A presença de cumarina em baixas concentrações pode estimular enzimas antioxidantes hepáticas, auxiliando na proteção contra danos induzidos por toxinas. Segundo Alves Filho, em revisão sobre plantas amazônicas,
“Os metabólitos secundários presentes no cumaru apresentam potencial hepatoprotetor, atuando na regulação do estresse oxidativo no fígado” (ALVES FILHO, 2006).
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O cumaru como aliado natural
O uso tradicional e as evidências científicas sugerem que o cumaru possui propriedades terapêuticas promissoras. No entanto, seu consumo deve ser moderado, pois a cumarina em excesso pode ser tóxica. Incorporado em preparos naturais e estudado sob a ótica científica, ele representa uma importante planta medicinal da biodiversidade amazônica.
- O cumaru contém cumarina e flavonoides com comprovada ação anti-inflamatória (Matos, 2009)
- Seus extratos apresentam atividade antioxidante significativa (Wagner; Bladt, 2001)
- Estudos indicam potencial antimicrobiano e hepatoprotetor, reforçando seu uso tradicional (Lorenzi; Matos, 2008; Alves Filho, 2006)
Referências Bibliográficas
- ALVES FILHO, Aluízio. Plantas medicinais da Amazônia: contribuições e perspectivas. Manaus: EDUA, 2006.
- LORENZI, Harri; MATOS, Francisco J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
- MATOS, Francisco José de Abreu. Farmacognosia: da planta ao medicamento. Fortaleza: UFC, 2009.
- WAGNER, Hildebert; BLADT, Sabine. Plant Drug Analysis: A Thin Layer Chromatography Atlas. 2. ed. Berlin: Springer, 2001.






