Equipes de resgate encontraram o corpo de Wallysson Abel Santos de Oliveira na manhã de quarta-feira na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. A presença do corpo nas pedras chamou a atenção de moradores, turistas e trabalhadores da região. O caso despertou preocupação sobre a segurança nas praias e a rotina dos vendedores informais que atuam diariamente na orla.
Wallysson, de 18 anos, vendia doces e balas para banhistas e turistas. Segundo relatos da família, ele desapareceu no sábado anterior, 21 de junho, depois de entrar no mar para se refrescar. Os objetos pessoais deixados sobre as pedras indicaram o último local onde ele foi visto, o que ajudou a direcionar as buscas.
Como se deu o desaparecimento do jovem na praia?
Testemunhas disseram que Wallysson desapareceu no sábado à tarde, após mergulhar no mar ao final do expediente. Ele havia deixado seus pertences próximos a uma pedra usada por trabalhadores como ponto de descanso. Algumas horas depois, amigos notaram sua ausência e encontraram os objetos intocados, o que provocou alerta imediato.
O Corpo de Bombeiros iniciou as buscas ainda no sábado, mas o mar estava agitado e dificultou a operação. A Praia Vermelha é conhecida por correntes imprevisíveis, o que torna o local perigoso. Apenas na quarta-feira, 26 de junho, os socorristas conseguiram localizar o corpo de Wallysson e o encaminharam ao Instituto Médico-Legal para os trâmites necessários.
Quais são os procedimentos após o resgate de um corpo em uma praia?
As autoridades seguem um protocolo específico sempre que um corpo é encontrado nas praias cariocas. O Corpo de Bombeiros realiza o resgate, enquanto a Polícia Civil inicia imediatamente a investigação. Essa atuação coordenada visa garantir rapidez e respeito aos envolvidos.

Os passos seguintes incluem:
- Reconhecimento oficial da vítima no Instituto Médico-Legal (IML) com ajuda da família.
- Abertura de inquérito para avaliar se houve crime ou acidente.
- Depoimentos de testemunhas para reconstrução da cronologia dos fatos.
- Comunicação com a imprensa e familiares para informar os avanços do caso.
Esses procedimentos não apenas respeitam as vítimas, mas também asseguram que nenhuma hipótese seja descartada durante as apurações.
Qual o foco principal da investigação policial nesse tipo de caso?
A Polícia Civil busca entender se a morte de Wallysson foi acidental ou resultado de alguma ação criminosa. A investigação, sob responsabilidade da 10ª Delegacia de Polícia, em Botafogo, analisa todos os detalhes possíveis. Isso inclui laudos do IML, imagens de câmeras e relatos de quem esteve no local.
Além disso, os investigadores consideram aspectos como:
- Conflitos anteriores envolvendo a vítima.
- Possíveis ameaças recebidas nos dias anteriores.
- O histórico pessoal e comportamental de Wallysson.
- A dinâmica exata do desaparecimento.
Essas informações são fundamentais para construir uma narrativa clara e evitar especulações durante o processo.
Como a comunidade reage diante de casos trágicos como esse?
A população local costuma reagir com grande solidariedade diante de episódios como o de Wallysson. Desde os primeiros dias de desaparecimento, amigos, colegas de trabalho e moradores da região se mobilizaram nas redes sociais para divulgar o caso e apoiar as buscas.
Além da comoção, a tragédia reacende o debate sobre a segurança na orla. Frequentadores pedem mais sinalizações e campanhas de orientação. Algumas das medidas consideradas urgentes são:
- Instalar placas de advertência em áreas de risco.
- Promover ações educativas com foco em segurança no mar.
- Estimular a cooperação entre comerciantes locais e órgãos públicos.
A união entre comunidade e autoridades pode prevenir novas tragédias e proteger quem depende do litoral para sobreviver.
Quais reflexões esse caso traz sobre segurança nas praias do Rio?
A morte de Wallysson evidencia a carência de infraestrutura voltada à segurança nas praias urbanas do Rio. Em locais de grande movimento, é essencial manter presença constante de profissionais capacitados, como guarda-vidas. A ausência desse suporte, infelizmente, expõe trabalhadores e banhistas a riscos graves.
Portanto, é urgente que o poder público:
- Amplie as políticas voltadas à proteção da orla.
- Ofereça suporte aos trabalhadores informais, com formação adequada e orientação sobre prevenção.
- Invista em equipamentos de resgate e pontos de observação em praias com histórico de acidentes.
Essas medidas não só evitam perdas irreparáveis, como também reforçam o valor da vida humana nas áreas públicas da cidade.






