Pesquisa da NIQ mostra que 52,4% dos consumidores usam IA para decidir compras

Para a LAQI, dado reforça a importância de a empresa organizar informações coerentes e verificáveis para ser compreendida por pessoas e sistemas

Pedir ajuda à inteligência artificial antes de comprar já faz parte da rotina de muita gente. Segundo o Consumer Outlook 2027, da NIQ, 52,4% dos consumidores brasileiros entrevistados dizem usar IA para apoiar decisões de compra. A pesquisa ouviu 822 pessoas no país, e o relatório global descreve como recomendações e assistentes de IA influenciam a descoberta e a escolha de produtos.

Para a LAQI (Latin American Quality Institute), esse movimento muda a forma como as empresas precisam se apresentar. Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO da instituição, defende a legibilidade institucional: organizar informações coerentes e referências verificáveis para que pessoas e sistemas consigam entender o negócio.

O que está nas mãos da empresa

Aparecer ou não nas respostas de uma IA depende das fontes e dos critérios de cada ferramenta. O que está ao alcance do empresário é preparar informações úteis para essa consulta, de forma organizada e fácil de conferir.

Na prática, isso significa manter dados consistentes sobre o que a empresa faz e oferecer referências que possam ser checadas por quem está do outro lado, seja uma pessoa, seja um sistema.

É nesse ponto que a LAQI posiciona a certificação Q-ESG, uma avaliação de maturidade em qualidade, ambiental, social e governança. Os critérios são públicos e estão reunidos na Norma Geral Q-ESG. A organização aprovada recebe um registro verificável.

“O empresário precisa de argumentos para defender o valor do que entrega. A certificação deve ser usada na proposta, na apresentação da empresa e na conversa com o cliente”, afirma Da Costa. “Quando a oportunidade chega, a evidência precisa estar pronta.”

Uma referência que dá para checar

A empresa certificada pode colocar o link da credencial no site e na apresentação comercial. Quem quiser conferir acessa o diretório público Q-ESG e vê a emissão e a vigência. Em cadastros de fornecedores, a referência pode entrar na documentação, de acordo com as exigências de cada contratante.

Para a LAQI, a vantagem está na soma de critérios abertos, recomendações para a gestão e uma credencial com autenticidade verificável. Com isso, o empresário ganha material para explicar sua proposta de valor antes de partir para o desconto. A instituição lembra que, no uso comercial, a empresa precisa deixar claro o alcance da avaliação.

O processo tem filtro. O Relatório Anual de Validações registra 770 candidaturas em 2024 e 2025. Delas, 477 foram elegíveis para validação e 293 ficaram em Diagnóstico, sem certificação no ciclo, com recomendações e direito de reapresentação.

Além do certificado

A jornada é anual e reúne avaliação da gestão, recomendações e acesso à comunidade empresarial LAQInoamericanos. Na Série 2027, o investimento é de R$ 7.775, em até seis parcelas no boleto, com 12 meses de participação na comunidade, onde empresários trocam experiências e fazem conexões profissionais. A LAQI atua em mercados de mais de 20 países e 135 segmentos, com teto de 10 mil certificações vigentes ao mesmo tempo, para preservar a capacidade de avaliação durante a expansão.

“Queremos que o empresário tenha mais argumentos para ser escolhido e mais conexões para desenvolver seu negócio. A reputação precisa estar presente onde a próxima oportunidade pode surgir”, afirma Da Costa.

Com mais consumidores consultando a IA antes de decidir, a recomendação de Da Costa é não deixar para depois a organização das informações da empresa.

“O empresário não precisa esperar o cenário melhorar para fortalecer sua proposta. Pode começar agora a organizar o que faz, apresentar melhor suas evidências e desenvolver relações comerciais”, diz Da Costa. “A preparação para a próxima oportunidade começa antes de ela chegar.”