Seu anúncio pode estar perdendo espaço por qualidade, não por orçamento
Levantamento da Nexus Growth aponta que parte do espaço perdido por anúncios B2B não vem de falta de orçamento, e sim de um índice pouco discutido
Quando um anúncio para de aparecer ou perde alcance, a reação mais comum é aumentar o orçamento. Um levantamento da consultoria Nexus Growth, feito a partir da auditoria de uma carteira que já geriu mais de R$ 300 milhões em investimentos de mídia paga, mostra que essa reação nem sempre resolve o problema. Entre as falhas mais recorrentes em contas de anunciantes B2B está a perda de impressão por classificação de qualidade, e não por limite de verba, um dos seis erros que aparecem em praticamente todas as contas auditadas.
A classificação de qualidade é o critério que as plataformas de anúncio usam para decidir quanto espaço de leilão um anúncio ganha, além do valor do lance. Um anúncio com classificação baixa perde espaço mesmo com orçamento disponível, porque a plataforma entende que ele é menos relevante para quem está vendo. Aumentar o valor investido não corrige essa classificação. O que corrige é ajustar o que está por trás dela: relevância do anúncio para o termo de busca, qualidade da página de destino e histórico de desempenho da conta.
O levantamento faz parte de um mapeamento mais amplo de 20 falhas de desperdício encontradas em contas B2B, organizadas em quatro blocos e classificadas por frequência e por volume de verba exposta. A perda por classificação de qualidade está entre as seis falhas onipresentes, ao lado de termos de pesquisa sem relação com a oferta, ausência de negativação, falta de teste de criativo, ausência de extensões e assets, e eventos de conversão mal configurados.
Para Dan Freitas, sócio da Nexus Growth, cuja carteira de clientes já incluiu empresas como Conta Simples, Hand Talk e V4, esse tipo de falha costuma passar despercebido justamente por ser silencioso.
“A lista desmonta a hierarquia que o mercado usa para diagnosticar conta. Todo mundo discute criativo e público, que são as falhas visíveis e as mais baratas do levantamento. O dinheiro grande vaza na camada que ninguém abre: o rastreamento. A conta continua rodando, o painel continua bonito, e a otimização está acontecendo no escuro”, afirma Dan Freitas.
Na prática, quem gerencia uma conta de anúncio B2B e percebe queda de alcance sem mudança de orçamento tem um caminho de checagem simples antes de aumentar investimento: revisar se as extensões e assets do anúncio estão ativos, se o texto do anúncio responde diretamente ao termo buscado e se a página de destino carrega rápido e entrega o que o anúncio prometeu. Só depois dessa checagem, segundo o levantamento, faz sentido considerar aumento de verba.
Com o custo de mídia em alta (repasse de tributos nas faturas desde janeiro e custo por mil impressões global subindo cerca de 12% no primeiro trimestre de 2026), corrigir uma falha de qualidade que está limitando o alcance de um anúncio pode custar bem menos do que compensar essa perda de espaço com mais orçamento.