A moça descobriu os cosméticos pela internet, nos grupos de moda asiática e, desde então, não abre mão da rotina que, segundo ela, foge de receitas dermatológicas prontas. “Acho incrível, pois cada passo representa um cuidado específico. Se existe algo na pele que incomoda, você entende que precisa usar diferentes ativos para resolver o problema. As pessoas brincam que os cosméticos fazem milagres, mas acredito que o nosso cuidado é que faz”, afirma. No dia a dia, Giovanna segue seis passos: óleo de limpeza, espuma de limpeza, essence, sérum, ampoule, gel-creme all-in-one, todos produtos que hidratam e revitalizam a pele. Algumas vezes por semana, ainda usa um esfoliante químico líquido ou peeling gel, para a limpeza profunda dos poros.
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Quem viu nesses cosméticos uma solução foi a enfermeira Raquel Pinheiro, 26. Segundo ela, os produtos encontrados aqui não atendiam às necessidades de seu tipo de pele — desidratada, oleosa, sensível e fina, com pigmentação e tendência à acne. Isso a motivou a buscar novas opções. “Os produtos asiáticos têm texturas, formulações e acabamentos bem diferentes. Consigo resolver todos os problemas da minha pele sem agravar os outros. Hidrato sem causar acne, diminuo a oleosidade sem irritar ou ressecar o rosto, e trato as manchas sem ácidos que sensibilizem a minha pele”, conta.
A grande graça da rotina asiática é a lógica. Os produtos à base de água costumam ser aplicados primeiro, seguido dos oleosos. A composição e a ordem dos cosméticos respeitam o PH e a absorção natural da pele. “É o resultado desejado que guia o consumidor na escolha dos produtos. Esse é o grande diferencial da cultura da beleza oridental”, ressalta a maquiadora Mariana Ishizaka.
Muitas vezes, por buscarem apele perfeita, os asiáticos acabam desenvolvendo algumas tecnologias pioneiras. Mariana acredita que o preparo da pele deve ser feito com, no mínimo, dois produtos: um hidratante e um primer. Para a pesquisadora e química Heloísa, o essencial, antes dos cuidados diários, é aplicar um produto para a limpeza e outro para equilíbrio natural da hidratação da pele.
Apesar do encanto despertado por esses produtos, a dermatologista Raffaela Bruno Drumond, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), deixa um alerta: “O grande problema da compra de produtos por conta própria é não saber se são adequados para a sua queixa clínica e para o seu tipo de pele, por isso, a avaliação de um dermatologista é sempre importante”, recomenda.