Artistas mineiros evitam a preguiça durante os dias de quarentena

Affonsinho fez nova canção, Amauri Reis faz exercícios recomendadas pela fonoaudióloga e Maurício Canguçu dedica o tempo livre à leitura e a estudar

Augusto Pio 25/03/2020 06:00
Ludmila Loureiro/Divulgação
Paulinho Pedra Azul (foto: Ludmila Loureiro/Divulgação)

Buscar algo para fazer durante a crise causada pelo coronavírus é um desafio para todo brasileiro. Cada um tem a sua própria maneira de encontrar atividades que ajudem a enfrentar estes dias “de molho” em casa, evitando também que sentimentos como medo e angústia aumentem o estresse durante o período de quarentena. Assistir a filmes e séries na TV, ler um bom livro, ouvir música, escrever e pintar são algumas das atividades escolhidas por artistas mineiros.

ORAÇÕES


“Em minhas orações, peço a Deus para nos iluminar. Informo-me pelos jornais da TV, escuto música instrumental, escrevo poemas e os publico na minha página no Facebook. Ligo para as pessoas e digo para se cuidarem. Fico em casa, na esperança de que tudo passe a seu tempo.”
Paulinho Pedra Azul, cantor, violonista, compositor e escritor


Anna Lara/divulgação
(foto: Anna Lara/divulgação)

SONHOS

“Recorro à guitarra em primeiro lugar, mas também às composições. As duas coisas me aliviam das preocupações excessivas e me trazem de volta os sonhos fundamentais contra as desesperanças. Meu pai viveu 102 anos e trabalhou até os 100. Dizia que o que o mantinha lúcido eram os novos projetos e sonhos. Concretizava um e dava início a outro. Escrevi para mim mesmo a letra da canção Depois de agora, na qual digo: ‘Tenho outros sonhos depois que acordo’. Procuro me agarrar à música nos momentos ruins e também nos bons, é claro. E a fé também é fundamental.”
Affonsinho, cantor, guitarrista e compositor


Rejane Soilho/divulgação
(foto: Rejane Soilho/divulgação)

BEATLES

“Vivemos uma época de intolerância, de pouca empatia e solidariedade. Percebo o quanto as pessoas têm sido hostis, talvez pelo receio de ser julgadas e não aceitas por um estereótipo imposto pela atual sociedade ou, talvez, por estarmos vivendo tempos sombrios, de angústia e medo do futuro. A arte me resgata, massageia minha alma. Ler um livro me traz a sensação de que ainda existem histórias que podem nos inspirar para a construção de um futuro melhor. Ouvir músicas com melodias bem-elaboradas e letras, como é o caso da canção The long and winding road, dos Beatles, me faz flutuar e ter a certeza de que ainda existem caminhos de esperança para todos.”
Adriana Buzelin, artista plástica


Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

ESTUDOS

“É neste momento que o artista aparece para o público que desvaloriza o seu trabalho. A sua importância está na TV, Netflix, nas músicas, nos livros e por aí vai. Vou aproveitar este período para ficar mais recluso, estudando, lendo novos livros e textos. Se tivermos de ficar três meses hibernados, somente a arte nos salvará. Enlouqueceríamos dentro de casa sem música, livros, textos e TV, entre outros passatempos.”
Maurício Canguçu, ator, produtor e diretor de teatro


Victor Pollak/divulgação
(foto: Victor Pollak/divulgação)

EXERCÍCIOS

“Como a novela Salve-se quem puder, de cujo elenco sou integrante, foi temporariamente paralisada, fico estudando meu personagem e decorando minhas falas. Minha fonoaudióloga passou vários exercícios para fazer durante a crise causada por esse vírus. Para me distrair, gosto de assistir a filmes e séries na TV, além de ler um bom livro e ouvir uma
boa música.”
Amauri Reis, ator, diretor e produtor

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