Orquestra Filarmônica faz concerto com regência de maestro Isaac Karabtchevsky

Repertório traz Villa-Lobos, Tchaikovsky e Brahms

por Márcia Maria Cruz 23/08/2018 09:00
O maestro Isaac Karabtchevsky vai reger a Filarmônica de Minas Gerais nesta quinta-feira (23) e sexta (24). A orquestra interpretará o segundo movimento da Sinfonia nº 6 (Sobre a linha das montanhas), de Villa-Lobos, Capricho italiano, de Tchaikovsky, e a Segunda sinfonia, de Johannes Brahms, obra marcante do romantismo alemão.
Jair Amaral/EM/DA PRESS
Isaac Karabtchevsky ensaia com a Filarmônica mineira, em BH (foto: Jair Amaral/EM/DA PRESS)

“Escolhemos um programa muito diferenciado, diria entre Apolo e Dionísio. Considero Brahms, que finaliza o concerto, como Apolo, filho de Zeus, o deus da razão e do equilíbrio, enquanto Dionísio, também filho de Zeus, era paixão pura. Temos esses dois princípios acoplados ao concerto”, antecipa.

Karabtchevsky iniciou a carreira em BH, o que, segundo ele, foi fundamental para a sua maneira de reger. Fundador do Coral Madrigal Renascentista, em 1956, executou ao lado do grupo a Missa da coroação, de Mozart, na inauguração de Brasília, em 1960. “Belo Horizonte não é mais aquela cidade que  vi. A única coisa que não mudou é o temperamento mineiro. Esse, graças a Deus, permanece inalterado: sempre solícito, responsável, cordial e zangado nas horas em que precisa ser”, diz.

O maestro já regeu a Filarmônica em 2009 e 2011. Agora, vai se apresentar pela primeira vez na Sala Minas Gerais, que, de acordo com ele, elevou o parâmetro da música clássica na capital. “O (regente) Fábio Mechetti conseguiu estruturar um trabalho exemplar, que segue os moldes da Osesp”, comenta, referindo-se à Sinfônica paulista. “A orquestra se acopla à sala. A sala transmite o resultado musical da orquestra. Isso é de uma importância fundamental.”

“A Sala Minas Gerais inscreve BH, automaticamente, no hall de grandes espaços culturais da humanidade. Quando se fala em Belo Horizonte, fala-se de tudo o que ocorre aqui: do Palácio das Artes, da Filarmônica e da Sinfônica, um enorme movimento cultural”, observa.

Regente da Orquestra Sinfônica Brasileira por 26 anos, Karabtchevsky
comandou o projeto Aquarius, que, durante anos, reuniu milhares de pessoas em apresentações ao ar livre. “A atividade de um maestro sinfônico não se restringe a concertos em locais específicos. Tem que inseri-los no inconsciente coletivo”, ressalta, defendendo a relação íntima entre a orquestra e a comunidade. “Orquestra deve fazer parte da vida cotidiana”, conclui.

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

Regente convidado: Isaac Karabtchevsky. Quinta (23) e sexta-feira (24), às 20h30. Sala Minas Gerais. Rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto. Inteira: R$ 44 (coro), R$ 50 (balcão palco e mezanino), R$ 68 (balcão lateral), R$ 92 (plateia central) e R$ 116 (balcão principal). Meia-entrada na forma da lei. Informações: (31) 3219-9000 e www.filarmonica.art.br

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