Pedro Luís sobe ao palco d´A Autêntica neste sábado com show Pérolas negras

Cantor e compositor faz homenagem ao primeiro e mais notável álbum de Luiz Melodia

por Ana Clara Brant 04/08/2018 08:00

Nana Moraes/Divulgação
O músico carioca conta que tinha 12 anos quando ouviu o disco de Melô e foi arrebatado pela sonoridade (foto: Nana Moraes/Divulgação)

Há exatamente um ano, morria o cantor e compositor Luiz Melodia, aos 66 anos, vítima de um câncer que atacou sua médula óssea. Antes de partir, o artista carioca ficou sabendo que o colega Pedro Luís, um dos fundadores do Monobloco, queria homenageá-lo em um projeto musical. E deu o seu aval. “Estava conversando com meu escritório de produção e a gente estava interessado em fazer um projeto de um disco em homenagem a alguém. O primeiro que veio a minha cabeça foi o Pérola negra (1973), por toda a sua representatividade”, ressalta o artista, que está hoje em Belo Horizonte apresentando n’A Autêntica uma releitura do álbum de estreia de Melô, no show Pérolas negras.


Pedro conta que tinha apenas 12 anos quando teve contato com o álbum de Melodia. Seu cunhado trabalhava no mercado fonográfico e sempre trazia as novidades antes de elas chegarem às lojas. Além da icônica capa, que traz o músico dentro de uma banheira segurando um globo terrestre sob uma base de feijões-pretos, a sonoridade chamou a atenção do jovem Pedro Luís. “O repertório era impecável. Trazia choro, samba, rock, blues. Melodia nunca se deixou classificar e sofreu até críticas com isso. Ele era um carioca do Morro do São Carlos que não fazia samba e isso pra mim é um grande exemplo. Identifico-me com essa postura. Se o seu impulso criativo o levava para o rock, era isso que devia fazer. O importante é seguir seu impulso e sua intuição”, destaca.


Para Pedro Luís, assim como Jorge Ben Jor, Luiz Melodia trouxe uma “poesia caleidoscópica” para a música popular brasileira e talvez esse seja o seu principal legado. “Não tem lógica muito certinha, mas é muito potente e nos inspira e nos toca muito. Seja por um viés de amor, afeto, ou pela crônica urbana, com um olhar muito carioca. É muito interessante”, analisa.
Como o disco tem apenas 29 minutos de duração, Pedro decidiu incluir outras canções de Melodia no set list da apresentação, que deve se transformar em um álbum em breve. “Por isso batizei o show de Pérolas negras já que não foca apenas no disco”, explica. Além das faixas de Pérola negra – Vale quanto pesa, Estácio, Holly Estácio e Magrelinha –, entram no repertório Congênito, Fadas, Cara a cara, além de Negro gato, que não foi composta por ele, mas foi imortalizada pela voz inconfundível de Melô. “Além de um superintérprete, era um superautor”, destaca.


No palco d’A Autêntica, Pedro Luís, que assume voz, guitarra e banjo e estará acompanhado por Élcio Cáfaro (bateria), Miguel Dias (baixo) e Pedro Fonseca (teclados). Em 15 de agosto, no Rio, ele se apresenta com Hamilton de Holanda (bandolinista) e Yamandu Costa (violonista) no Prêmio da Música Brasileira, que vai homenagear, justamente, Luiz Melodia.

 

ELZA COMO PARCEIRA
Outra pérola negra presente na vida de Pedro Luís é a cantora Elza Soares. Além de ter composto Deus há de ser, faixa que deu o título de Deus é mulher, álbum lançado pela artista em maio, o cantor e compositor carioca é o diretor musical de Elza – O musical sobre a vida da artista. No espetáculo que estreou em julho, no Rio, sete mulheres se revezam no papel da homenageada. Três são mineiras: Júlia Dias, Laís Lacôrte e Janamô. “Todas são incríveis. Foi um trabalho muito cuidadoso e o resultado ficou muito bacana. As atrizes estão defendendo o repertório com muito orgulho e estão à altura do gigantismo da Elza. Depois do Rio, seguimos para São Paulo e ano que vem vamos sair em turnê. Certamente vamos passar por BH”, avisa.

 

 

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