Seguindo os passos de Anitta, a drag queen Pabllo Vittar tem feito suas primeiras jogadas para internacionalizar sua carreira. A mais nova delas é a capa da nova edição da Paper Magazine, conceituada revista norte-americana sobre tendências - que ficou conhecida por conta do ensaio nu com Kim Kardashian que ''quebrou a internet''. Além de um ensaio exclusivo, Pabllo concedeu uma entrevista para a cantora britânica Charli XCX.
Na conversa, a artista falou sobre como é ser gay no Brasil e, apesar do preconceito que sofre e sofreu, afirmou que não escolheria nascer em qualquer outro lugar. ''As pessoas LGBTQ+ no Brasil são muito fortes. Não quero dizer que a comunidade não seja forte em outros lugares, mas aqui temos um trabalho a fazer: nos unir como pessoas'', disse.
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''Se eu não pudesse fazer drag, cantar ou fazer o que eu faço, eu me sentiria muito triste. Eu seria um pássaro longe do ninho'', afirmou a cantora. ''Foi muito difícil no começo. Eu sempre sonhei em ser capaz de atuar, estar em um palco, cantar e fazer arte, mas ao mesmo tempo eu não tinha muita esperança por causa de todo o bullying que eu tinha passado. As pessoas na escola diziam que eu nunca seria alguém, e por muito tempo na minha vida eu acreditei nisso.''
Pabllo Vittar também revelou a vontade de gravar com artistas como Demi Lovato, Beyoncé e Rihanna. Apesar disso, ela comentou que começará a fazer shows fora do Brasil a partir do ano que vem por não se sentir ''preparada o bastante'' ainda.
Sobre seu segundo álbum, ainda sem título, ela afirmou que o clipe do primeiro single será gravado em breve. ''As pessoas vão ouvir a mesma influência de música brasileira do Norte e do Nordeste'', prometeu. O discode estreia de Pabllo, Vai passar mal, foi lançado no início de 2017 e obteve sucesso com os singles Todo dia, K.O., Corpo sensual, Então vai e Indestrutível.