Produtor de Michael Jackson revela lado obscuro do cantor: 'Ele era maquiavélico'

Quincy Jones, vencedor de 28 prêmios Grammy, foi responsável por coproduzir os álbuns mais bem sucedidos do 'Rei do Pop'

por Estado de Minas 07/02/2018 16:18
Wikimedia Commons/Reprodução
Michael Jackson e Quincy Jones durante o Grammy Awards 1984. (foto: Wikimedia Commons/Reprodução)
Quincy Jones pode parecer um nome desconhecido para o grande público, mas o produtor esteve por trás de grandes trabalhos musicais, como os discos Off the wall (1979), Thriller (1982) e Bad (1987), de Michael Jackson (1958-2009), além do clássico We are the world, de 1984. Vencedor de 28 prêmios Grammy, ele concedeu uma nova entrevista à revista Vulture na qual revela um lado obscuro do Rei do Pop. 

''Michael roubou muita coisa. Ele roubou muitas músicas'', diz ele, comparando State of independence, de Donna Summer, ao clássico Billie jean. ''As notas não mentem. Ele era maquiavélico'', comenta. 

Para o produtor, essas atitudes do cantor eram motivadas pela ''ganância''. ''Em Don't stop 'til yo get enough, Greg Phillinganes escreveu a seção de teclado. Michael deveria lhe dar 10% dos rendimentos da música. Mas nunca fez isso.'. 

Na conversa, Quincy ainda revela histórias pessoais de Michael. Segundo ele, toda a obssessão por cirurgias plásticas era resultado dos problemas com a autoestima decorrentes da relação com o pai, Joseph Jackson, que o chamava de feio e foi um pai abusivo durante a infância do astro. 

''Eu zoava ele por causa das plásticas. Ele sempre tentava justificar dizendo que era por conta de uma doença. Papo furado'', conta. ''No fim, o problema de Michael era (o anestésico) Propofol e esse problema afeta todo mundo, não importa se você é famoso'', conclui. 

Esta não é a primeira vez que Quincy Jones causa polêmica em uma entrevista. Na semana passada, o produtor criticou a música atual e acabou atacando Taylor Swift. ''Precisamos de mais músicas, não de chicletes'', afirmou. 

Segundo ele, muitos consideram a cantora como uma das melhores compositoras dessa era. ''Eles não sabem, cara. Eles não sabem. Eu vim e atravessei sete décadas desta coisa. Vi tudo isso. Vi como isso funciona'', completa. 

''A música é uma droga - é isso que as pessoas não percebem. Uma ótima música pode fazer do pior cantor do mundo uma estrela. Uma música ruim não pode ser salva pelos três melhores cantores do mundo'', conclui.
 
Compare: 
State of independence
 
Billie Jean 
 

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