Otto encerra turnê em BH com show de abertura de Marcelo Veronez

Última apresentação antes do lançamento do álbum de inéditas Ottomatopeia será hoje noite, no Distrital

por Márcia Maria Cruz 07/07/2017 07:00
Rafael Souza/Divulgação
(foto: Rafael Souza/Divulgação)
Estes dias em que as baixas temperaturas têm dado a Belo Horizonte o status de capital mais fria do Brasil, a noite com o músico e compositor pernambucano Otto e com o mineiro Marcelo Veronez promete não só aquecer os corpos, mas também tirar as geleiras dos corações mais empedernidos. Na muda de uma fase de muitos shows, mas sem trabalhos novos, Otto apresenta sucessos da carreira e se prepara para o lançamento do álbum Ottomatopeia, previsto para agosto.

Dessa vez, Otto se apresenta em formato musical mais enxuto, sem percussão. Vem acompanhado de trio formado por Junior Boca (guitarra), Meno Del Piccha (baixo) e Hugo Carranca (bateria). “Optamos por esse formato para podermos ir a lugares menores, onde não teríamos como ir com a banda. Belo Horizonte encerra o ciclo de apresentação nesse formato, que foi muito bem-aceito pelo público. É o último show antes do lançamento do Ottomatopeia, em 4 de agosto”, adianta.

O nome do álbum é formado pela fusão do nome do compositor e a palavra onomatopeia. Como essa brincadeira indica, Otto seguirá inovando na mistura mais impensada dos ritmos. Adianta que, em termos de sonoridade, não decepcionará os fãs, transitando das influências do rock’n’roll ao Romantismo alemão.

A transição se faz depois de cinco anos sem novas composições. Hoje, Otto promete passar por todo o repertório no show de quase duas horas, com sucessos dos álbuns como Samba para burro (1998), Sem gravidade (2003), Certa manhã acordei de sonhos intranquilos (2009).

Sem querer tirar a surpresa do álbum que está no forno, o músico adianta que dará uma palinha. O cantor vai apresentar ao público belo-horizontino a composição Pode falar, cowboy!, uma das 11 faixas do novo álbum. “O disco vem lindo”, garante. No domingo, ele deve gravar o clipe do single Bala, que estará no ar em 14 de julho. “É o melhor que eu posso fazer, num momento de amadurecimento como cantor, compositor, um trabalho carregado de poesia. Vai mexer muito”, diz.

As composições nascem das reflexões do cantor acerca do Brasil contemporâneo. “A nossa situação é uma tortura.” Mas, garante que olha para a crise brasileira – e do mundo – de maneira otimista: “A gente que faz arte procura ver o melhor lado das coisas. O trabalho vem cheio de questionamentos”.

Antes de Otto subir ao palco, Veronez apresenta o repertório de Não sou nenhum Roberto, projeto que realiza há oito anos, em que revisita o universo musical da dupla Roberto e Erasmo Carlos. A sintonia com Otto vem de longa data. Quando faz a versão estendida do show, Veronez costuma apresentar Seis minutos, composição do pernambucano. “Essa música é muito filhote de Erasmo e Roberto. A letra, a música, a imagem lembram muito a Jovem Guarda”, diz.
Randholfo Lamonier/Divulgação
Marcelo Veronez apresenta o show 'Não sou nenhum Roberto' (foto: Randholfo Lamonier/Divulgação)


Com um show marcado pela performance e pela interação com o público, Veronez consegue ativar o “inventário emocional” do público com clássicos como As curvas de Santos, Eu te amo, te amo, te amo. “No show na Gruta, era muito emocionante. O público cantava junto toda a letra de Fera ferida, que, para os padrões de Erasmo e Roberto, é uma letra grande”, diz.

OTTO
Show com power trio. Abertura: Marcelo Veronez. Hoje, às 20h, no Distrital (Rua Opala, sem número, Cruzeiro). Inteira: R$ 40 (1° lote), R$ 50 (2° lote), R$ 60 (3° lote), R$ 70 (4° lote), R$ 80 (5° lote) e R$ 100 (portaria). Meia-entrada de acordo com lei. Ingressos: http://bit.ly/ottonodistrital.

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