Banda Iconili completa dez anos e comemora com show nesta quinta (22)

Com 11 integrantes, o grupo mineiro se destaca no cenário da MPB instrumental

por Redação EM Cultura 22/06/2017 09:44
Alexandre Segundo/divulgação
(foto: Alexandre Segundo/divulgação)
A brasilidade e o suingue do grupo mineiro Iconili completam a primeira década em 2017. Para não deixar a data passar em branco, a banda preparou para hoje (22), no Teatro Bradesco, uma apresentação especial que vai abordar toda a sua história.

Apesar de jovem, o Iconili já nasceu grande, e isso se deve ao número de integrantes. Atualmente, são 11 instrumentistas: Matheus Bahiense (bateria), Willian Rosa (baixo), Gustavo Fonseca (guitarra), Rafael Mandacaru (guitarra), Nara Torres (percussão), Rafael Nunes (percussão), André Orandi (sax-alto e teclado), Lucas Completo (sax-barítono), Henrique Staino (sax-tenor), João Machala (trombone) e William Alves (trompete). Eles se dedicam a um estilo musical renegado: a música instrumental, em diálogo com o rock progressivo e sonoridades brasileiras e africanas.

No entanto, antes de preencher um palco (por maior que ele seja), o Icolini nasceu discreto. O grupo começou a ganhar forma em 2006, quando André Orandi e Gustavo Fonseca se mudaram de Diamantina para a capital. Em BH, conheceram Rafael Mandacaru e logo começaram a compor músicas autorais. “Naquela época, o som da gente ficou muito legal, então passamos a experimentar cada vez mais. O primeiro show aconteceu em 2007, na nossa cidade natal”, conta Orandi.

O disco de estreia saiu três anos depois. Iconili (2010) teve forte influência do rock progressivo, aponta o guitarrista, ao citar o Pink Floyd como a principal referência. Ainda comedido, o álbum foi preterido da discografia do grupo para dar espaço a uma sonoridade mais ampla, fruto da quantidade de integrantes. Influenciada pelo afrobeat e por vertentes das músicas brasileira e africana, a banda lançou o disco Tupi novo mundo (2013). “Ele marca o início da formação como ela é hoje, com as percussões e os metais”, comenta André Orandi. “Nossas músicas nasceram para ser flexíveis”, pondera.

DIVERSIDADE O próprio nome da banda obedece à premissa da versatilidade. A palavra iconili não está ligada a um significado, mas representa a sonoridade e o compromisso com a diversidade. André credita esse nome a duas histórias. Segundo ele, Iconili se deve a uma fotografia que o grupo tirou, em que todos aparecem com os olhos vermelhos. O nome está ligado a coelhos, conigli em italiano. Ele ainda cita o conceito semiótico de ícone, ou seja, a imagem do que representa. Por fim, declara: “A palavra tem muito a ver com o som que a gente faz”.

Esse som ganhou o mundo, rendendo críticas elogiosas na imprensa internacional e participações em festivais de renome. Sobre o fato de o grupo fazer música instrumental, André diz que, desde o início, nada foi intencional. “A gente simplesmente começou a tocar. Como não tínhamos cantor, fomos levando as coisas assim. No fim, vimos que nossa música funcionava muito bem sem voz”, explica. A fórmula foi repetida nas 11 faixas do CD Piacó (2015) e será a base do próximo disco de inéditas, previsto para 2018.

Ao comemorar seus 10 anos, a banda aproveita para relançar Tupi novo mundo em formato vinil. O disco terá as cinco faixas originais e mais uma bônus, gravada em Piacó.

ICONILI 10 ANOS
Hoje (22), às 21h. Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes. Gratuito, com retirada de ingressos a partir das 19h. Limite de quatro entradas por pessoa.

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