Gilvan de Oliveira comemora 50 anos de carreira com show e lançamento de songbook

Trabalho inclui 33 partituras do compositor e violonista, que se apresenta amanhã (27) em BH

por Mariana Peixoto 26/04/2017 08:00

Sylvio Coutinho/Divulgação
Gilvan dedica a publicação ao parceiro Fernando Brant, com quem compôs 18 canções (foto: Sylvio Coutinho/Divulgação)
São 50 anos desde que Gilvan de Oliveira, então um garoto de apenas 11, assumiu a bateria na banda de baile de sua cidade natal, Itaú de Minas, Sudoeste do estado. Passou pouco tempo atrás das baquetas, dois, três anos no máximo. Seu destino seriam as cordas.

Com pai violonista, avô sanfoneiro, tios cantores, o gosto pela música foi certeiro. O violão chegou ainda na adolescência e nunca mais o abandonou. Gilvan chegou a BH poucos anos mais tarde, para estudar engenharia elétrica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Não demorou a trocar os cálculos pelas partituras, mesmo sem se graduar.

“Como dizia Fernando Brant, sou condenado a ser feliz assim. Assim estou e assim estarei”, comenta o compositor, arranjador e violonista, que lança amanhã, com show no Teatro Bradesco, A música de Gilvan de Oliveira – Songbook (Natura Musical, 236 páginas).

Na apresentação, em que estará acompanhado de Breno Mendonça (sax), Felipe Moreira (teclados), Ivan Correa (baixo) e Serginho Silva (percussão), Gilvan vai tocar 16 das 33 músicas presentes no songbook. O projeto, ao qual se empenhou nos últimos anos, é dedicado a Brant (1946-2015).

“Os meus 50 anos de carreira coincidem com os 50 de Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant). Ele foi um grande amigo e mestre, e ainda muito generoso comigo. Nossas primeiras composições são de 1990, quando ele já era grande”, conta.

Juntos, os dois compuseram 18 músicas. Dessas, quatro – Amanhecer, Acalento, O beco e Nossa cidade – estão no songbook. “O livro reúne 33 músicas e 30 delas são para quatro tipos de instrumentos: afinados em dó, em si bemol, em mi bemol e clave de fá. Isso é muito importante, porque os songbooks em geral são apenas para instrumentos em dó. Ou seja, se você tem um grupo, o livro serve para todos os instrumentos.”

O projeto foi idealizado e dirigido pelo próprio Gilvan. O texto é trilíngue (português, espanhol e inglês). “A linguagem musical é universal, então, a ideia é que o livro chegue até onde puder chegar”, acrescenta ele, que se inspirou em Tom Jobim para o projeto. “Ele disse certa vez que tinha convites tentadores, mas o que ele gostaria mesmo de fazer era escrever a obra dele.”

O songbook é acompanhado de dois CDs. Compositor prolífico, não sabe o número de músicas de sua autoria. São mais de 200, com certeza. Para o livro, utilizou o critério de selecionar aquelas que já tinham sido gravadas. Mesmo assim, algumas canções ganharam registros especialmente para o projeto.

GILVAN DE OLIVEIRA
Show de lançamento do songbook A música de Gilvan de Oliveira.

Sexta-feira (27/04), às 21h, no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, (31) 3516-1360).

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). No local, o songbook será vendido a R$ 50.

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