Eliane Faria celebra o samba com show em Belo Horizonte

Na trilha do pai, Paulinho da Viola, cantora apresenta composições próprias e clássicos do gênero

por Ailton Magioli 22/07/2013 00:13

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Eliane Faria/divulgação
(foto: Eliane Faria/divulgação)
“Esta é a verdadeira filha do samba”, afirmou, certa vez – e com conhecimento de causa –, o veterano Nelson Sargento ao deparar com Eliane Faria, que faz show em Belo Horizonte nesta segunda-feira, 22.

Filha do cantor e compositor Paulinho da Viola e da ex-passista do Salgueiro Alcinéia Pereira, Eliane é neta do violonista César Faria, fundador do Época de Ouro, e afilhada do compositor Mauro Duarte. A carioca traz o samba nas veias, ainda que a carreira de cerca de duas décadas se resuma a um único disco solo: Alma feminina (2003).

Atração do projeto Samba do trabalhador, Eliane vai cantar acompanhada de banda local formada por Paizinho (violão), Rudi (cavaco), Dão (surdo), Gustavo (pandeiro) e Eduardo Gatão (percussão). Além de composições próprias e de outros autores, ela faz homenagem ao pai centrada, principalmente, em músicas de 1960 a 1980. 'Argumento', 'Para um amor no Recife', 'Maré mansa' e 'Guardei minha viola' terão vez no repertório.

“Canto e conto histórias daquele período, de que gosto muito. Naquela época, meu pai tinha um lado afetuoso e amoroso mais claro”, afirma Eliane – que, não por acaso, na infância tinha o apelido de Violinha. Sinhá me disse e outros partidos-altos de Paulinho também devem marcar presença no show.

Eliane iniciou sua carreira no coral Maçã na Camisola, especializado em MPB. A opção pelo samba propriamente dito viria depois, no show 'A filha canta o pai', em que interpretava músicas de Paulinho ao lado de Nara Gil (filha de Gilberto Gil) e Mart’nália (de Martinho da Vila).

No aniversário de 70 anos de Paulinho, lá estava Eliane fazendo coro no show do pai. E não parou mais. “O samba é algo mais forte do que eu. É a minha verdade, a minha essência”, diz. Ao viajar pelo mundo, ela acabou descobrindo algo diferente a respeito dessa marca registrada da cultura brasileira. “Ele é muito bem aceito e acolhido, apesar de muitas vezes o axé e até o sertanejo serem apresentados como samba”, lamenta. “Ele retrata muito bem o olhar do povo, é extremamente importante ter esse universo aberto. Se antes era marginalizado, hoje está no país inteiro”, constata.

A primogênita evita associar sua carreira à fama do pai. “Não misturo. No início, isso talvez tenha até dificultado um pouco”, admite. Houve quem quisesse transformá-la no “Paulinho da Viola de saias”, mas Eliane trilha o próprio caminho. “Claro, também há um lado positivo. Afinal, meu pai é consagrado e respeitado, está bem na mídia. Gosto muito do compositor, além do músico afinado que ele é”, conclui.

ELIANE FARIA E BANDA
Segunda-feira, 22 de julho, às 19h. Espaço Floresta, Avenida Assis Chateaubriand, 573, Floresta. Ingressos: R$ 15 (masculino) e R$ 10 (feminino). Informações: (31) 2552-6060.

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