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Atração de sábado e de domingo, do Grande Teatro do Palácio das Artes, acompanhado da banda formada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria), Caetano mostra desde o repertório do mais recente disco aos de 'Bicho', 'Joia e Transa', passeando por 'Cê' e outras fases da carreira.
Ainda que não ouvido o cantor baiano dizer que 'Abraçaço' é o último trabalho dele com a Banda Cê, o guitarrista Pedro Sá, de 40 anos, não esconde a surpresa do “aviso prévio”, que eles estão recebendo, por meio da imprensa. “Acho que Caetano sempre quis fazer uma trilogia, mas não vi ele dizer que esse seria o último disco com a gente”, afirma o músico mais velho da banda, admitindo que o que importa, agora, é 'Abraçaço', Para Pedro, com 'Cê' Caetano fundou conceito de banda que, depois de elaborado e expandido, resultou nos chamados “transamba” e “transrock”, do segundo álbum. “Em 'Abraçaço', ele aproveitou o conceito já firmado e fez um disco menos pretensioso”, avalia o guitarrista.
Na opinião de Pedro Sá, enquanto 'Cê' é um disco feminino e 'Zii Zie' é masculino, 'Abraçaço' é bem infantil. “Trata-se de um álbum muito tocante, mas, ao mesmo tempo, leve. Mesmo o que ele tem de mais denso não fica pesado”, afirma. Para ele, tocar com o cantor baiano é responsabilidade muito grande. “Caetano é um cara extremamente talentoso, reconhecido”, diz com a certeza de que aqueles que passam pelo olhar dele se tornam conhecidos.
“Ele tira muita coisa da escuridão e dá luz”, garante Pedro Sá, lembrando que o cantor baiano tem opinião forte. “Quem toca com ele, terá o trabalho mais visto”, acredita. “No meu caso, já havia feito coisas importantes quando fui tocar com ele”, acrescenta.
Amigo de Moreno, filho de Caetano e Dedé Veloso, que integra os grupos Domenico + 2 e Kassin + 2, ao lado de Domenico Lancelotti e Alexandre Kassin, Pedro faz parte da Orquestra Imperial além de outras formações. Antes de trabalhar com Caetano, esteve com Lenine, com quem gravou os discos 'O dia em que faremos contato' e 'Na pressão'. Com o cantor baiano tudo começou quando ele foi convidado a mixar 'Noites do norte'.
Em se tratando de Caetano Veloso, de acordo com o jovem guitarrista, “nunca se sabe o que está por vir”. E mais, Pedro Sá percebe, ainda, que o cantor baiano é muito mais de palco do que de estúdio. “Caetano se sente mais à vontade em shows do que durante meses enfurnado em um estúdio, cantando para as paredes”, acredita o guitarrista, para quem os shows de Caetano são quase um espetáculo de teatro, diante do roteiro claro, natural e espontâneo.
Apesar dos “sustos” que costuma pregar na banda – na turnê de 'Cê', o cantor teria subido em uma torre de iluminação, ficando a metros de altura do palco – Caetano, na opinião de Pedro Sá, não é nenhum Iggy Pop, o roqueiro americano cujas atitudes em cena são, sempre, surpreendentes.
ABRAÇAÇO – CAETANO VELOSO & BANDA CÊ
Shows sábado, às 21h, e domingo, às 19h., no Grande Teatro do Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. Ingressos – Plateia 1: R$ 240 (inteira) e R$ 120 (meia); plateia 2: R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia); plateia superior: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia). Informações: (31) 3236-7400.