Naldo vem a BH após gravar novo clipe nos Estados Unidos

Cantor se torna campeão de vendas na internet com canções e coreografias que misturam os ritmos funk e pop

por Ana Clara Brant 12/01/2013 07:30

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WashingtonPossato/Divulgação
"Cantei esse ritmo (funk) durante um tempo, mas não sou mais MC", Naldo, cantor. (foto: WashingtonPossato/Divulgação)
Você pode até não gostar do ritmo, mas certamente já deve ter ouvido algum trecho de Chantilly, Exagerado, Amor de chocolate ou Meu corpo quer você. Todas essas músicas estouraram na voz do carioca Naldo, de 33 anos, uma das sensações do verão. Tudo que o cantor e compositor nascido no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, plantou ao longo de quase 20 anos de carreira começa a ser colhido agora.
“Sempre fui muito focado. Abri mão de muita coisa na minha vida, como lazer, diversão e convívio com a família, para ter esse resultado profissional. A gente passa por muita dificuldade para alcançar um sonho. Agora, chegou a hora da recompensa”, avalia o músico, que começou a carreira ainda criança, cantando na Igreja Evangélica.

O momento é tão produtivo para Naldo que lhe reservou coisas inesperadas. Amor de chocolate é a canção mais baixada no iTunes; ele lançou o videoclipe da música Se joga, gravado nos Estados Unidos com participação do rapper Fat Joe; emplacou Meu corpo quer você, dueto com Preta Gil, na trilha de Salve Jorge. Hoje, vai fazer show no Citibank Hall, no Rio, transmitido ao vivo pelo Multishow (canal pago) para TV e web (www.multishow.com.br/showsaovivo), a partir das 23h15.

Tudo começou quando Naldo tinha 7 anos e a mãe o levou para cantar no coral da igreja que frequentava. Aos 15, decidiu formar dupla de MCs com o irmão Jorge Luiz, o Lula. Em 2005, lançaram o funk Tá surdo, que virou hit. Em seguida, vieram A festa é nossa, Rebola, Linda demais e o sucesso Como mágica. No entanto, três anos depois, uma tragédia mudou os rumos dos funkeiros. Lula foi assassinado. “A morte do meu irmão me desanimou muito no começo, mas não desisti. Desde criança, sempre foi nosso sonho virar artista. Dediquei a vida inteira a isso e não podia parar ali”, conta.

Foi então que ele se lembrou de uma ideia sugerida por Lula: a dança. Passou a fazer aulas de coreografia de break e até um curso de movimento acrobático com a Intrépida Trupe. A dança acabou virando uma das principais marcas de Naldo, que abandonou o rótulo de funkeiro para se transformar em Príncipe do Pop, como vem sendo chamado país afora. 

“Nasci numa comunidade carioca que tem muita influência do funk. Cantei esse ritmo durante um tempo, mas não sou mais MC e meu som não se prende só a ele. O engraçado é que já ouvi muita gente comentando: ‘Não gosto de funk, mas gosto de Naldo’. Hoje, tenho uma pegada mais pop e acho que consegui fazer um som próprio”, acredita.

Assista ao videoclipe Chantilly:


ECLETISMO

A veia de compositor está cada vez mais aflorada e ele já tem canções gravadas por nomes ecléticos, como Elba Ramalho, Wanessa Camargo, Preta Gil e Belo. A diversidade musical também se faz presente em suas referências, que passam por Michael Jackson, Sandra de Sá, Roberto Carlos, RPM, Menudo e Paralamas do Sucesso, entre outros. “Toda essa mistura me deu uma bagagem muito bacana”, pontua.

Naldo não para. Em turnê pelo país com o álbum Na veia tour, que chega a Belo Horizonte dia 26, no Chevrolet Hall, ele tem feito em média 35 shows por mês. Ou seja, chega a realizar mais de uma apresentação por dia. A agenda inclui eventos como o Festival de Verão de Salvador, o Planeta Atlântida, em Florianópolis, e micaretas como o Cabofolia. “Não posso reclamar. Graças a Deus, tem dado tudo certo. Em fevereiro, vamos começar a pensar na carreira internacional, especialmente no público latino”, avisa.

Naldo já começou a gravar algumas canções em espanhol, como Exagerado e Amor de chocolate. No próximo mês, vai aos Estados Unidos fazer contatos. Não é à toa que já está adotando um novo nome artístico, “com sonoridade mais gringa, mais contemporânea”: Naldo Benny.

“Em hebraico, Benny significa abençoado. Já tinha esse nome há uns sete anos e sempre achei que em algum momento iria precisar dele. Já estou usando, mas ainda podem me chamar de Naldo ou Naldo Benny, tanto faz. Vai ser uma mudança bem natural”, acrescenta.

E não é só na vida profissional que as coisas parecem estar dando tão certo na vida do Príncipe do Pop. O lado sentimental vai muito bem, já que está praticamente casado com a dançarina Ellen Cardoso, a Mulher Moranguinho. A musa do funk abandonou a carreira para ficar mais próxima do companheiro, mas, segundo Naldo, a decisão foi em comum acordo. 

“Se ela continuasse com a agenda de shows e eu também, a gente não ia se encontrar. Ela ainda participa de eventos, mas essa coisa de estar nos palcos, de ser mulher fruta, não existe mais. Foi muito bem resolvido, a Ellen está cuidando da nossa casa e estamos felizes. É isso que importa”, conclui.

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