Quituteira que fez fama no Rio de Janeiro abre pequeno bar em BH

A carioca Alaíde Carneiro serve 20 dos 53 salgados que criou

por Pedro Galvão 07/09/2018 09:59
Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Andando pela movimentada Avenida Dr. Cristiano Guimarães, no Bairro Planalto, o melhor jeito de encontrar o “botequim da Alaíde” é pela inusitada aglomeração de pessoas na calçada e o cheiro inconfundível de delícias do mar em contato com o óleo quente. Ainda sem placa e nome oficial, o estabelecimento vem atraindo gente de todas as regiões da capital para provar os bolinhos que fizeram fama no Rio de Janeiro e acabaram de se integrar ao circuito gastronômico de BH.

“Acho que o nome pegou, vai ser esse mesmo”, diz a proprietária, Alaíde Carneiro, que comanda o pequenino espaço na zona norte da capital. Ela foi cozinheira do concorrido Bracarense, no Leblon, por quase 25 anos. Em 2009, desligou-se de lá e abriu o Chico & Alaíde, também no cenográfico bairro carioca, junto de outro ex-funcionário do Bracarense. Suas receitas criativas de bolinhos ficaram famosas, mas a sociedade se desfez e ela pôde realizar o antigo sonho de se mudar para Belo Horizonte.

Com laços familiares na capital mineira, Alaíde conta que só vinha a BH “quando morria alguém”, mas sonhava se estabelecer por aqui, o que finalmente foi possível em 2018. O local escolhido foi uma pequena loja onde antes funcionava uma lanchonete. Há espaço apenas para duas mesas, freezers e balcão. A estufa com os cobiçados bolinhos e é rapidamente esvaziada.

“São criações minhas. Lá no Rio, fazia 53 salgados”, explica Alaíde. No momento, ela serve cerca de 20 opções de bolinhos. Os sabores preferidos são caruru com vatapá (arrematado com um camarão seco por cima), feijoada, carne-seca com abóbora, baião de dois, bacalhau e o que leva o nome da proprietária (de aipim, com recheio de queijo cremoso e camarão). Aqui em Minas, a descrição dessa receita certamente será traduzida para “mandioca, catupiri e camarão”.

Outro quitute que virou lenda no Rio de Janeiro é o choquinho: camarão VG envolto em requeijão cremoso e frito dentro de uma crosta de batata palha. “Dá até briga quando ele sai”, conta Alaíde. Os bolinhos custam de R$ 5 a R$ 8 (unidade). São servidos apenas depois das 16h. Antes desse horário, Alaíde oferece almoço, com opções de “pratos do dia a dia”, como ela diz, a partir R$ 13.

Paciência é fundamental, pois o bar comporta poucas pessoas e quase sempre fica lotado. Quem atende os clientes é Val, marido e sócio de Alaíde. Dependendo do momento, é preciso ir até o balcão e esperar o momento de ser servido. Cervejas são vendidas por R$ 8 (Brahma, Skol e Devassa) e R$ 9 (Original) - garrafas de 600ml.

A quituteira carioca comemora o início de sua trajetória em Minas. “Tenho me surpreendido muito. Uma turma de gente maravilhosa tem vindo a cada dia. Os mineiros realmente comem bem e elogiam muito o meu trabalho. Isso me dá ainda mais prazer de trabalhar”, revela Alaíde.

BOTEQUIM DA ALAÍDE

Avenida Dr. Cristiano Guimarães, 1.863, Planalto
(31) 2527-3386
Funciona de terça-feira a sábado, das 8h às 22h, e domingo, das 9h às 18h30

OS BOLINHOS

Leandro Couri/EM/D.A Press
Choquinho de camarão (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Leandro Couri/EM/D.A Press
Abóbora com carne-seca (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Leandro Couri/EM/D.A Press
Caruru com vatapá (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Leandro Couri/EM/D.A Press
Estrela (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

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