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"A Lara veio me relatando que um amiguinho dela a chamou de 'negrinha chata'. Só que ela veio me contar isso uma semana depois do ocorrido. E aí eu falei: 'Filha, está tudo bem? Como é que você recebeu isso? Você precisa falar para a professora na hora'", contou.
"Eu fiquei muito puta. E ela é forte, sabe? Eu falei: 'Você se ofendeu? Se humilhou?', e ela respondeu: 'Não, mamãe, eu só fiquei com vergonha de falar na hora'. Eu disse: 'Tem que falar na hora, não só para o corpo docente ter capacidade de lidar com a situação racista, como para esse menino aprender'", relatou Samara.
"Ele tem que aprender que isso é crime. Eu falei: 'Fala para ele que, se ele não pagar, os pais dele vão pagar'", continuou.
Samara ainda disse ter entrado em contato com a escola e pedido um posicionamento da diretoria junto aos pais da criança. "A escola chamou o menino e os pais para conversar com eles. Foi o e-mail que eu recebi", disse.
"Como é que a gente vai começar a ter uma resposta positiva da sociedade se esse menino branco chega na escola, que se diz inclusiva e antirracista, mas em casa os pais são imbecis e ele vai repetir os que os pais estão falando?", questionou a atriz.
"Crianças como a minha filha e tantas crianças pretas deixam de ir para a escola e são feridas na primeira infância, atravessadas pelo racismo", lamentou Samara.