Morto neste domingo, cineasta Geraldo Veloso será enterrado na Colina

Crítico e produtor cultural morreu aos 74 anos de parada cardiorrespiratória

por Mariana Peixoto 30/09/2018 17:02
Marcos Vieira/EM/D.APress
Veloso no acervo do CEC em 2015 (foto: Marcos Vieira/EM/D.APress)
Morto ontem aos 74 anos em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, o cineasta e produtor cultural Geraldo Veloso será enterrado nesta segunda (1) no Parque da Colina. O velório ocorreu no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes.
 
“Nos últimos 50 anos, não fiz outra coisa senão ficar nas bordas do cinema e, eventualmente, no olho do furacão”, afirmou ao Estado de Minas, em 2015. Na época, Veloso lançava o livro O cinema através de mim.
 
Veloso viveu de e para o cinema. Atuou em diversas frentes: foi cineasta, produtor, montador, crítico. Figura central do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, um dos mais antigos cineclubes do país, atualmente estava à frente do Instituto Humberto Mauro. 
 
A paixão pelo cinema, que ele adquiriu dos pais, o levou ainda bem jovem ao CEC. “Víamos filmes como os do Cinema Novo, da Nouvelle Vague, do Neorrealismo Italiano e pensávamos: isso dá pra fazer. Percebemos que o ato de filmar não era tão distante.”
 
Sua estreia não poderia ter sido melhor. Foi assistente de Joaquim Pedro de Andrade no clássico O padre e a moça, filmado em 1965 em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito do Serro. 
 
Desde então, exerceu diferentes funções na realização de filmes. Longas-metragens ele dirigiu três: Perdidos e malditos (1970), Homo Sapiens (1983) e O circo das qualidades humanas (2000). “Estive com o Veloso quinta-feira com a nossa turma. Ele estava muito feliz, cheio de projetos”, comentou o crítico e cineasta Paulo Augusto Gomes, que codirigiu com Veloso O circo das qualidades humanas.
 
“Ele foi desde sempre meu professor. Além de montador e cineasta, era um arquivo vivo do que se passou no cinema”, destacou o realizador Fábio Carvalho. Em 2013 Carvalho lançou o curta O tempo do corte, em que o personagem era o próprio Veloso revendo e analisando uma entrevista que havia concedido ao realizador e ex-aluno 15 anos antes.
 
“Era uma figura fantástica, genial. Um cara ativo, que estava à toda o tempo todo”, afirmou o produtor Mário Lúcio Brandão. Com Veloso, ele criou em 1997 o programa Cine Magazine, que ficou no ar até 2015 na Rede Minas.
 
O cineasta deixou três filhos: Jacira, Lourenço e Gonzalo. 
 
Em nota, a Fundação Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Cultura enviaram nota afirmando lamentar "profundamente" a morte de Veloso. Nos últimos tempos, Veloso atuava no projeto Cinema Falado, realizado no MIS Cine Santa Tereza. "O cinema brasileiro e o cinema mineiro têm em Geraldo Veloso um de seus mais belos e importantes capítulos de sua história."

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