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Ao Correio Braziliense, o artista conversou sobre a participação na convenção, que deve receber 130 mil pessoas durante os quatro dias, além dos desafios de ter se inserido no mercado internacional de HQs e da evolução que a cultura pop conquistou no Brasil. “O cenário do mercado de quadrinhos hoje no Brasil melhorou demais. Principalmente, quando você tem a mistura de elementos que existe hoje. Há uma profissionalização maior dos quadrinistas e desenhistas”, analisa.
Na verdade, vários tópicos serão debatidos. Vamos falar, primeiramente, de alguns eventos no universo Marvel, como Guerras secretas e Guerra civil, e também sobre a literatura nerd, tanto em termos de livros, como em quadrinhos. Existe essa questão sobre como a literatura nerd tradicional evoluiu aos poucos para os romances. Isso se comunica com novos públicos. É algo transmídia. Aquela linguagem, antes exclusiva de quadrinhos agora vai para o cinema, para os games, para os romances e para as séries. A Novo Século tem produzido isso. Eles estão adaptando as histórias em quadrinhos e lançando com outra forma de narrativa, com, inclusive, narrativas inéditas. Com isso, a história chega a um novo público.
Qual é a sua relação com essas adaptações de quadrinhos da Novo Século, como Homem-Formiga e Guerras secretas, que será lançado na Comic Con Experience? Estou fazendo todos os desenhos das capas dos livros dessa coleção de romances baseadas em HQs. Atualmente, eu trabalho mais para a DC Comics, mas estive muito envolvido com a Marvel e faço coisas para eles até hoje. Estou no mercado norte-americano há 15 anos. Já desenhei personagens como Batman, Wolverine, Capitão América, Homem-Aranha...
No mundo dos quadrinhos há uma concorrência entre DC Comics e Marvel. Isso interfere no seu trabalho em desenhar para editoras “rivais”? Em termos de metodologia, não tem diferença. Dedico o mesmo empenho e esmero, assim como para outras editoras em que trabalhei, como a Dark Horse. Em termos de horas trabalhadas, é tudo mais ou menos a mesma coisa. A diferença é na linha editorial e, claro, no público. Tem pessoas que só leem Marvel ou só DC, há quem também leia os dois. Mas existe sim uma pequena concorrência, algo igual a time de futebol. Mas trabalhar para as duas é muito gratificante. Você acaba ficando amigo de todo mundo nesse mercado.