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Considerando a produção literária, Cicero e Almino são os nomes mais fortes desta disputa. Porém, é importante esclarecer que apesar de trazer a palavra Letras no nome, a ABL, fundada, entre outros, por Machado de Assis em 1897, não é apenas uma casa de escritores. Claro, é preciso ter escrito livros para ingressar lá, mas nem sempre as qualidades literária e estética da obra são levadas em conta.
Pelo charmoso Petit Trianon, sede da Academia no Rio de Janeiro, passaram profissionais de áreas de atuação diversas - um aviador (Santos Dumont), um presidente em pleno governo ditatorial (Getúlio Vargas), uns tantos políticos (José Sarney, Marco Maciel), um cineasta (Nelson Pereira dos Santos), um cirurgião plástico (Ivo Pitanguy), entre outros. Por esse perfil, não deveria ter causado tanta comoção a eleição do colunista político Merval Pereira, que ganhou do literato Antonio Torres a posse da cadeira de Moacyr Scliar em 2011. Mas para os que acreditam que a ABL deve, sim, ser uma casa de escritores a boa notícia é que dois dos candidatos favoritos são reconhecidos pelo público e pela crítica como escritores.