Robert Downey Jr. reage a crítica de Martin Scorsese aos filmes da Marvel

Ator, que interpreta o super-herói Homem de Ferro, saiu em defesa das produções, mas evitou confronto com Scorsese

por Estadão Conteúdo 09/10/2019 08:00
Divulgação
O ator Robert Downey Jr. como Tony Stark, o Homem de Ferro (foto: Divulgação)

As críticas feitas pelo cineasta Martin Scorsese contra os filmes produzidos pela Marvel ("Para mim, isso não é cinema", disse o diretor de O Touro Indomável, na semana passada) ganharam novo round. O ator Robert Downey Jr., que encarna um dos mais queridos super-heróis do cinema moderno (o Homem de Ferro), rebateu o comentário em entrevista a uma rádio americana.

"É a opinião dele. Isso (os filmes da Marvel) é exibido nos cinemas. Respeito a opinião dele como a de qualquer pessoa", disse Downey Jr. ao programa de rádio comandado por Howard Stern, em Nova York, segundo noticiou o site Comic Book. O ator buscou medir as palavras para não criar um confronto com Scorsese, aclamado como um dos principais diretores cinematográficos da atualidade.

"Precisamos ter opiniões diversas para seguir adiante", continuou o ator, descartando uma suspeita de que Scorsese teria ficado enciumado com o lucro gerado pelos filmes de super-heróis. "Ele é Martin Scorsese, não precisa disso. Na verdade, ainda há muito o que se dizer sobre se esse gênero desmerece a arte do cinema."

Em entrevista à revista britânica Empire, Scorsese foi taxativo: "não os vejo os filmes da Marvel como cinema. Tentei, sabia? Mas isso não é cinema. Honestamente, o mais perto que posso estar deles, por mais bem feitos que sejam, com atores que fazem o melhor possível nessas circunstâncias, são os parques temáticos", brincou o diretor de 76 anos, ignorando os 23 longas já financiados pela Marvel.

"Não é o cinema de seres humanos que tenta transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano", continuou ele, aparentemente sem se importar com a imensa lucratividade que filmes da Marvel, DC e outros proporcionam à indústria. Vingadores - Ultimato, por exemplo, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da história, ao somar mais de US$ 2,79 bilhões, em julho passado.

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