Em D.P.A, investigadores desvendam mistério de rapto de crianças por bruxos

Segundo filme da franquia, Detetives do Prédio Azul 2', acompanha pequenos investigadores em histórias que envolvem criaturas e fenômenos sobrenaturais

 

Downtown/Paris/Divulgação
(foto: Downtown/Paris/Divulgação )



D.P.A – Detetives do Prédio Azul 2: O mistério italiano estreia oficialmente nesta quinta-feira (20), com a promessa de repetir o êxito do primeiro filme, dirigido por André Pellenz, que atraiu 1,3 milhão de pessoas aos cinemas em 2017. O novo longa, assinado por Vivianne Jundi, teve pré-estreia na semana passada, em 700 salas pelo país, e já conquistou 200 mil espectadores. Sucesso que nasceu na TV, a franquia acompanha pequenos investigadores em histórias que envolvem criaturas e fenômenos sobrenaturais.

A nova aventura começa quando Bento (Anderson Lima), Sol (Leticia Braga) e Pippo (Pedro Henriques Motta) decidem gravar um videoclipe e participar de uma competição musical. Eles convocam o porteiro Severino (Ronaldo Reis) para levá-los de Kombi até o local da seletiva. Por lá, acabam sendo vítimas de Berenice (Nicole Orsini), uma pequena aprendiz de feiticeira, que, revoltada por não participar do grupo, arma para ficar com a vaga deles na audição. A menina é sobrinha-neta de Leocádia Leal (Cláudia Netto), a síndica do prédio que costuma ser a suspeita número um das investigações dos detetives.

Quando Berenice passou a perna no trio, mal sabia que o concurso é, na verdade, uma armação dos irmãos Mínima (Fabiana Karla) e Máximo Buonogusto (Diogo Vilela). Todos os jovens artistas são raptados pela dupla de vilões, que parte para a Itália, onde ocorre a maior convenção de bruxaria do mundo. Eles fazem parte de um grande experimento: toda a potência sonora das crianças será transformada em um soro, que dará força e poder a Mínima e Máximo. A fim de desvendar o plano maligno, o trio de detetives parte para o país europeu com o avô de Pippo, Nonno (Antônio Pedro).


“As gravações da série são muito mais corridas e exigem soluções rápidas e criativas. Já no cinema, o trabalho se aprofunda e permite um cuidado maior com cada plano, enquadramento e locação”

. Vivianne
Jundi, diretora



TV

O Detetives do Prédio Azul surgiu na TV em 2012, em uma produção da Conspiração Filmes exibida no canal pago Gloob, criada pela escritora Flavia Lins e Silva. O diretor André Pellenz saiu de cena na oitava temporada, exibida em 2016. Vivianne Jundi assumiu o posto na nona, que foi ao ar no ano passado. Os protagonistas também mudaram: Mila (Letícia Pedro), Tom (Caio Manhente) e Capim (Cauê Campos), que estrelaram o primeiro filme, deram lugar aos atuais Bento, Sol e Pippo.

O projeto tem vida longa na TV, com nova leva de episódios já prevista para 2019. Nos cinemas, um terceiro título também pode ser rodado. “As gravações da série são muito mais corridas e exigem soluções rápidas e criativas. Já no cinema, o trabalho se aprofunda e permite um cuidado maior com cada plano, enquadramento e locação”, comenta Vivianne Jundi, que faz sua estreia em longas. “Participei ativamente da construção do roteiro. Desde a primeira leitura, pude passar referências para cada departamento. Tenho mais tempo de amadurecer ideias e trabalhar com os chefes de equipe, os diretores de arte, fotografia e figurinistas”, diz.

A experiência na telinha inclui 11 anos dirigindo novelas para a Record. Em 2008, ela integrou a equipe de Os mutantes, produção de forte apelo com o público infantojuvenil. “Na época, fiz muita pesquisa de imagem, buscando referências em quadrinhos e ilustradores com trabalhos interessantes nesse universo da fantasia. Quando entrei para a equipe de D.P.A., resgatei essa prática de buscar referências, mas em outro universo: da magia, da bruxaria.” Para a estética da série e do filme, ela buscou inspiração nos trabalhos da ilustradora ucraniana Sveta Dorosheva, que vive em Israel.



SUPERPROFISSIONAIS

O elenco de O mistério italiano une atores mirins aos veteranos Antônio Pedro, Diogo Vilela e Fabiana Karla. Mas a diretora garante que, apesar de muito jovens, Anderson Lima, Leticia Braga e Pedro Henriques Motta são superprofissionais. “Crianças precisam criar vínculo e confiança conosco. O desafio é mantê-los sempre com atenção e energia em cima. No set, eles acabam se dispersando, vez ou outra, conversando sobre outros temas, debatendo as polêmicas do mundo... Até sobre política eles falam”, diverte-se.

A música, presente desde a primeira temporada, segue com força nas novas histórias. Sempre com Bento na guitarra, Sol na bateria e Pippo nos teclados. “Criança ama música, porque toca direto na alma, nos sentimentos. É um canal de acesso muito rápido e eficaz”, afirma Vivianne, que tem seus primeiros espectadores em casa.

A diretora é mãe de Tomás, de 6 anos, e Rafaela, de 9. Fãs da franquia, eles vibraram com a notícia de que a mãe assumiria a missão de contar as histórias dos detetives. “Mostro muita coisa a eles e fico assistindo às reações dos dois, observando onde melhorar, como ficar mais engraçado. Crianças são muito sinceras, realmente falam o que pensam”, conta.

A convivência com os filhos permite um aprendizado diário para a diretora. “Uma vez, apartando uma briga dos dois, disse: desse jeito mamãe vai perder a cabeça. O Tomás gargalhava, enquanto a Rafaela ficou assustadíssima, ambos imaginando a minha cabeça rolando pelo chão”, lembra. “Nunca imaginei que eles tomariam essa expressão de forma tão realista. Nesse trabalho, é muito sério e importante dar atenção à maneira como eles recebem nossas frases e reações, misturando fantasia com realidade.”

No diálogo com os pequenos espectadores, a diretora se preocupa em levantar a importância da amizade. Até Berenice, a aprendiz de vilã, é humanizada ao longo da história e acaba incorporada ao grupo. “Ela ainda tem o papel da criança mimada que implica e quer tudo do jeito dela. Mas é uma personagem que, em vários momentos, gera identificação em crianças e até mesmo em adultos”, observa Vivianne. “É esse vínculo de amizade que salva o grupo dos vilões. Com respeito às diferenças, às personalidades e às formas de ver o mundo, eles percebem que, unidos, têm mais força”, assinala.

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