Almanaque esmiuça obra do cineasta Quentin Tarantino

Quentin Tarantino - Arquivos de um fanático por cinema aborda carreira do diretor através de fotos, entrevistas, ensaios e textos

14/08/2012 10:13

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Christopher Polk/Divulgação
Desconhecido até 1992, atualmente, Quentin Tarantino é praticamente uma"marca" no cinema (foto: Christopher Polk/Divulgação )
Boa trilha sonora, muito sangue, risos em momentos inapropriados e cenas emblemáticas em preto e branco, coloridas ou em desenho. Desnecessário dizer que o nome por traz de um filme desses é o de Quentin Tarantino.
A Barba negra – selo do grupo LeYa – publica este mês Quentin Tarantino – Arquivos de um fanático por cinema, de Paul A. Woods, o mesmo autor de O estranho mundo de Tim Burton, lançado em 2011, também pela LeYa. A obra, assim como a antecessora, esmiuça a carreira do diretor, em um almanaque que reúne fotos, entrevistas essenciais, artigos, ensaios, filmografia e textos escritos pelo próprio diretor. O livro conta ainda com três capítulos especiais para a edição brasileira, em que o tradutor Cassius Medauar analisa suas três obras mais recentes: Sin City, Bastardos inglórios e À prova de morte.
Antes de 1992, ninguém sabia quem era Quentin Tarantino. Mas foi só uma orelha ser cortada em uma das cenas de tortura mais inesquecíveis da história do cinema –, aliás, a sequência preferida do diretor –, que o mundo passou a prestar atenção nesse nome. Dois anos depois, Uma Thurman apareceu na tela com os cabelos pretos curtos, tomando injeção de adrenalina e dançando ao lado de um John Travolta matador e cabeludo, e ninguém jamais esqueceu. 
Desde Hitchcock, nenhum diretor denotava um gênero próprio apenas pelo nome. É algo muito Tarantino misturar coisas que aparentemente não se combinam. Citações bíblicas enquanto um tiro vai ser disparado, uma noiva espancada até ficar inconsciente no próprio casamento, o sex symbol Brad Pitt tirando escalpos nazistas, Like a virgin, de Madonna, gerando uma empolgada discussão de significado entre um grupo de homens, e por aí vai.
Se até Saddam Hussein foi encontrado com uma cópia de Pulp fiction, durante a Guerra do Iraque, é difícil achar alguém que resista ao charme das obras de Quentin Tarantino. Uma mistura impecável de comédia e terror, com violência e sangue ao extremo, é visível a paixão de Tarantino em cada detalhe de seus filmes. Ao fim de cada um, é até possível imaginá-lo perguntando, assim como Mr. Blonde, de Cães de aluguel, questiona no fim da cena preferida do diretor: “Foi tão bom para você quanto foi para mim?”.
 
Quentin Tarantino – Arquivos de um fanático por cinema
. De Paul A. Woods
. Formato: 20 x 23cm, 384 páginas, R$ 44,90 


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