Festival de Cinema de Gramado ganha reformulação na 40º edição

Evento que acontece de 10 a 18 de agosto contará 50 títulos, entre obras nacionais e estrangeiras

por Ricardo Daehn 23/07/2012 11:57

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Divulgação / festivaldegramado.net
(foto: Divulgação / festivaldegramado.net)
Com quase 50 filmes selecionados para mostras competitivas, o 40º Festival de Cinema de Gramado — entre 10 e 18 de agosto — ganha uma reformulada versão. As mudanças começam na curadoria, agora integrada pelos críticos de cinema Rubens Ewald Filho, Marcos Santuário e José Wilker. Sem esquecer da aliança mantida com o cinema latino-americano, que estará representado por cinco longas-metragens, a fatia de representatividade nacional está mais encorpada. Quarentão, o festival trará oito títulos brasileiros, entre eles o road movie Colegas (de Marcelo Galvão), o aguardado pernambucano O som ao redor (de Kleber Mendonça Filho) e a comédia romântica gaúcha Insônia (de Beto Souza). Igualmente na linha cômica, o brasiliense Matheus Souza participará da disputa, à frente de uma produção carioca intitulada Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida. O peso da desorientação reveste o cotidiano da estudante de medicina Clara, que, em secretas incursões matutinas, inicia um percurso de autoconhecimento. Na programação competitiva, dois longas já foram vistos em outros importantes festivais brasileiros: Futuro do pretérito: Tropicalismo Now! (22º Cine Ceará) e Jorge Mautner — O filho do Holocausto (17º É Tudo Verdade). Exibido em Brasília, no CCBB, o segundo (com direção de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt) aponta Mautner como exemplo artístico e filosófico para a cultura do século 21, ressaltando as origens criativas, germinadas nos anos 1960. Morto em janeiro, o diretor Pio Zamuner — que conduziu uma dúzia de filmes do comediante Mazzaropi — responde pelo teor de homenagem ao próprio cinema, como figura central do curta-metragem Piove, il film di Pio, um dos 14 curtas-metragens selecionados por comissão que incluiu na disputa filmes diversificados como O duplo (de Juliana Rojas), premiado no Festival de Cannes; o catarinense Dicionário, em torno de acontecimento misterioso que cerca um homem solitário, e A triste história de Kid-Punhetinha, que tem como cenário uma clínica de aborto. Produções chilenas, cubana, argentina e uruguaia despontam na competição oficial, entre os filmes estrangeiros. No tapete vermelho, que faz parte da tradição do Festival de Gramado, estão asseguradas as passagens de personalidades como Arnaldo Jabor, Betty Faria e Eva Wilma, que serão homenageadas com o premiado diretor argentino Juan José Campanella (de sucessos como O segredo dos seus olhos).

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