Sexo oral: truques para tornar a experiência mais prazerosa a dois
Especialista explica por que algumas pessoas se sentem atraídas por presos e como esse fetiche funciona na vida real
Reprodução
A série brasileira "Tremembé" retrata o romance entre Daniel Cravinhos e Celina, inspirado em fatos reais. A personagem Celina é baseada em Alyne Bento, ex-esposa de Cravinhos, filha de uma agente penitenciária que conheceu o criminoso durante uma visita ao irmão. No enredo, quando o relacionamento é descoberto, a jovem afirma ter um "fetiche por presos".
Na vida real, Alyne e Daniel se conheceram em 2011, no presídio, e se casaram três anos depois, encerrando o casamento em 2022. Em entrevista ao autor Ulisses Campbell, de "Suzane: Assassina e Manipuladora", Alyne falou sobre os desafios do relacionamento.
"O Daniel é extremamente afetuoso, cheio de amor para dar. Fui muito feliz com ele. Às vezes, acordava de madrugada com ele me cobrindo de beijos", contou. Ela também recordou episódios marcantes: "Durante a lua de mel, chegamos a ser expulsos de um restaurante. Mas eu sabia que isso podia acontecer. O Daniel tem uma necessidade enorme de liberdade e chama atenção de muitas mulheres."
O que diz a ciência
O sexólogo Vitor Mello explicou que a atração por pessoas presas é classificada como uma parafilia chamada hibristofilia. "Trata-se da atração sexual ou emocional por pessoas que cometeram crimes ou estão privadas de liberdade", disse.
Segundo ele, o fetiche envolve intensa projeção emocional. A pessoa tende a idealizar o outro, vendo nele alguém que precisa ser salvo ou protegido. "Essa idealização é reforçada por conteúdos e imagens nas redes sociais, que moldam inconscientemente a fantasia", completou.
O desejo, geralmente, não está voltado para quem o preso realmente é, mas para o que ele simboliza: uma figura de poder, uma vítima da sociedade ou alguém que pode ser "convertido". "A atração se constrói mais sobre projeções emocionais do que sobre a realidade", afirmou Vitor.
Riscos desse tipo de relação
O especialista alerta que, quando a fantasia se torna envolvimento real, podem surgir riscos psicológicos e até físicos. "A hibristofilia tende a gerar vínculos emocionais desequilibrados. A idealização intensa cria uma relação profunda, muito mais complexa do que um fetiche comum", esclareceu.
Em alguns casos, a pessoa sente um "senso de missão", acreditando que pode salvar ou transformar o outro. "O perigo e o desafio intensificam a excitação, reforçando o ciclo da fantasia", acrescentou.
Segundo Vitor, a atração por pessoas consideradas perigosas está geralmente ligada a fatores emocionais, como baixa autoestima, histórico de relações abusivas ou busca por experiências intensas, e não necessariamente ao desejo sexual. "O que motiva esse tipo de envolvimento é a necessidade de validação, pertencimento e a excitação que o risco proporciona", concluiu.
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