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Tremembé, o 'presídio dos famosos': entenda a fama do local

Unidade abriga detentos envolvidos em crimes de grande repercussão

Presídio em SP Divulgação SAP SP
Tremembé, o 'presídio dos famosos': descubra por que ficou famoso
Redação Entretenimento clock 05/11/2025 16:55
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Complexo Penitenciário de Tremembé, localizado no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, ficou conhecido em todo o país como o "presídio dos famosos". A unidade abriga detentos envolvidos em crimes de grande repercussão, que, por segurança, não poderiam conviver com a população carcerária comum em outras penitenciárias.

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A fama do local ganhou ainda mais força após o lançamento da série do Prime Video, que dramatiza a trajetória de criminosos que marcaram a crônica policial brasileira. A produção tem como foco Suzane von Richthofen, os irmãos Cravinhos, Elize Matsunaga, Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, todos personagens centrais de casos que chocaram o país.

Entre os nomes que não aparecem na produção, mas cumprem pena na unidade, estão o ex-jogador Robinho, o empresário Thiago Brennand, o ex-policial Ronnie Lessa e Fernando Sastre, envolvido em um acidente de trânsito que resultou em uma morte em São Paulo. Já Lindemberg Alves, condenado pelo assassinato de Eloá Pimentel, e o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por estupros, seguem detidos em Tremembé e foram retratados na série.

Entretanto, o presídio deve perder em breve o título de "cadeia dos famosos". O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou ao portal Metrópoles que foi comunicado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) sobre uma reestruturação no sistema prisional. "O Tribunal de Justiça de São Paulo foi cientificado sobre a mudança", informou a Corte em nota oficial.

Fontes ligadas ao sistema penitenciário relataram que o governo de São Paulo pretende acabar com o estigma que envolve Tremembé. Segundo essas fontes, parte dos detentos deve ser transferida para a Penitenciária de Potim, localizada a cerca de 43 quilômetros dali. "Estão esvaziando Potim e mandando para várias unidades. Tudo indica que alguns irão para lá", afirmou um servidor da área.

Em resposta, o TJSP destacou que a SAP "possui discricionariedade para realizar a transferência de presos entre suas unidades, não sendo necessária autorização judicial". Já a Secretaria reforçou que a penitenciária funciona dentro dos padrões de segurança e disciplina estabelecidos, e que as movimentações de detentos seguem protocolos internos, os quais, "por razões de segurança, não serão detalhados".
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