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Ex-participante de reality cria serviço para quem não quer sair sozinho

Suellen Carey, que participou de um reality culinário na Romênia, cobra cerca de R$ 356 por hora para acompanhar clientes em cinemas, jantares e eventos sociais

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Brasileira transforma companhia para cinema e jantares em negócio em Londres
Redação Entretenimento clock 30/10/2026 17:05
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A brasileira Suellen Carey, de 39 anos, participante do reality culinário romeno “Chefi la Cu%u021Bite”, passou a oferecer um serviço de companhia em Londres, onde mora. Inspirada no “rent-a-friend”, formato encontrado no Japão, ela cobra £50 por hora (aproximadamente R$ 356) para acompanhar clientes em programas como cinema, jantares e eventos sociais e afirma já ter realizado três encontros.

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A ideia surgiu quando Suellen conheceu o modelo japonês e decidiu adaptá-lo à capital britânica. Segundo ela, as conversas sobre solidão entre pessoas que vivem no exterior ajudaram a enxergar uma oportunidade de trabalho.

 

“Quando vi esse serviço no Japão, pensei em oferecer em Londres. Conheço pessoas que chegaram aqui e deixaram de fazer vários programas porque ainda não tinham companhia. Outras têm amigos, mas não conseguem combinar as agendas. Achei que valia apostar em um serviço para quem quer sair sem depender dessa disponibilidade”, explica.

 

Nas primeiras experiências, a influenciadora diz ter percebido que cada cliente esperava algo diferente da companhia.

 

“No cinema, a conversa continuou depois da sessão, comentando o filme. No jantar, falamos bastante sobre morar fora e se adaptar à cidade. Já no evento, a pessoa conhecia poucos convidados e queria alguém para chegar junto e se sentar à mesa. O que mais me chamou atenção foi isso: ela queria participar, mas estava desconfortável de entrar sozinha. Eu fui para acompanhar, conversar e aproveitar aquele programa com ela”, conta.

 

Antes de cada contratação, Suellen combina a atividade e a duração, com despesas de ingressos, alimentação e transporte acertadas à parte. Para ela, pagar pela companhia não deveria ser motivo de constrangimento.

 

“Não acho que a pessoa precise justificar por que está pagando alguém para acompanhá-la. Pode querer conhecer um restaurante, assistir a um filme ou ir a uma festa sem chegar sozinha. Eu reservo aquele tempo e recebo para estar ali. Quem contrata não deveria ter vergonha de dizer que gostaria de ter companhia”, conclui. 

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