UAI

Influenciadora trans expõe contrato de sigilo para ficar com jogador famoso

"É um contrato de confidencialidade que determinava tudo o que eu poderia mostrar, contar ou revelar sobre a relação", afirma Suellen Carey

Suellen Carey Carlos Moura ' @suellencarey.uk ' CO ASSESSORIA
Influenciadora trans brasileira exibe contrato de sigilo que afirma ter assinado para se relacionar com jogador de futebol
Redação Entretenimento clock 18/07/2026 12:00
compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp SIGA NO google-news
A influenciadora trans brasileira Suellen Carey, de 38 anos, exibiu uma cópia de um NDA, contrato de confidencialidade que afirma ter assinado durante uma relação com um jogador de futebol. Segundo ela, o documento foi apresentado como uma condição para que os encontros continuassem e determinava que nenhum detalhe do envolvimento poderia se tornar público.

Leia também:

Leia Mais

 

Suellen explica que contratos desse tipo são usados para estabelecer quais informações devem permanecer em sigilo. No caso dela, o acordo proibia a divulgação de fotos, mensagens, prints de conversas, locais dos encontros e qualquer informação que pudesse identificar o atleta.

“É um contrato de confidencialidade que determinava tudo o que eu poderia mostrar, contar ou revelar sobre a relação. Eu não poderia publicar fotos, mostrar mensagens, comentar os encontros com outras pessoas ou confirmar que nós tínhamos algum tipo de envolvimento”, explica.

Entre as cláusulas mais inusitadas, Suellen afirma que não poderia mostrar roupas, partes do corpo, objetos ou ambientes que permitissem associar o jogador à relação.

O documento também proibia entrevistas, comentários nas redes sociais e o envio de informações a terceiros. “Não bastava esconder o nome ou o rosto dele. Eu não poderia mostrar uma mão, uma camisa, o lugar onde estivemos ou qualquer detalhe que levasse alguém a descobrir quem era. Também não poderia revelar que ele se relacionava com uma mulher trans”, relata.

Depois da experiência, Suellen diz que passou a questionar contratos usados para esconder a sexualidade ou os relacionamentos de figuras públicas. Para ela, preservar a intimidade pode ser uma escolha do casal, mas não deve exigir que uma pessoa seja tratada como um segredo.

“Hoje, eu não assinaria novamente um contrato para proteger alguém que tem vergonha de assumir com quem se relaciona. Ninguém deveria precisar apagar a própria história para esconder a sexualidade ou os desejos de outra pessoa”, conclui.
compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp
x