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Juliano Cazarré reage a crítica de Eduardo Moscovis: 'Não sou radical'

Ator voltou a falar sobre as controvérsias envolvendo o evento 'O Farol e a Forja' e explicou sua declaração sobre violência

Juliano Cazarré responde a Eduardo Moscovis após nova polêmica
Reprodução Instagram/TV Globo
Juliano Cazarré se manifesta após crítica de Eduardo Moscovis
Redação Entretenimento clock 11/09/2026 16:23
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Juliano Cazarré voltou a se manifestar sobre as críticas ao "O Farol e a Forja", encontro idealizado por ele e realizado em julho, em São Paulo. Em um vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira (11), o ator rebateu uma declaração de Eduardo Moscovis sobre a discussão envolvendo masculinidade e violência contra homens e mulheres.

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Sem citar o colega diretamente, Cazarré fez referência à novela que os dois protagonizaram e questionou as críticas direcionadas a ele.

 

Moscovis falou sobre o assunto em entrevista ao canal "Papo Amado", comandado pelo jornalista Guilherme Amado. Ao comentar declarações anteriores de Cazarré, o ator defendeu que a violência sofrida por homens e mulheres não deveria ser comparada sem levar em conta as diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas por cada grupo.

 

Os dois trabalharam juntos em "Três Graças", novela da Globo em que Cazarré interpretou Jorginho Ninja e Moscovis viveu Rogério. Na publicação desta sexta, Cazarré retomou a discussão e afirmou que, em sua avaliação, a repercussão de suas falas acabou desviando o foco do que pretendia discutir.

 

"Vem um cidadão, um colega de profissão meu falar que o problema é que eu disse um número que os homens matam. O problema não é esse. Se você tá tão bravo com o número de assassinatos de mulheres, em vez de você vir reclamar do Cazarré, que é um cara sozinho, que não pode se defender, que toda hora vocês querem queimar mais a prr do meu filme, por que você não reclama do Ministro da Justiça?", questionou.

 

O que Cazarré diz sobre o evento

 

Parte do pronunciamento foi dedicada ao "O Farol e a Forja", realizado entre 24 e 26 de julho e com cerca de 600 participantes, a maioria homens. A programação reuniu debates sobre família, paternidade, espiritualidade, trabalho e masculinidade.

 

Desde o anúncio do encontro, a iniciativa vinha sendo alvo de críticas e questionamentos sobre a abordagem proposta. Cazarré voltou a negar que a programação tenha defendido superioridade masculina ou atacado mulheres.

 

"Não teve nenhuma palestra no palco que foi masculinista, que falou de alguma supremacia dos homens, nenhuma. Nenhuma palestra no palco falou mal das mulheres, zero, nenhuma. Foi uma mentira que vocês inventaram, eu falei o tempo todo que o evento não tinha nada a ver com isso", declarou.

 

Segundo o ator, a proposta era discutir o papel dos homens na família, a paternidade e a responsabilidade pelas próprias escolhas.

 

A declaração que provocou a discussão

 

A controvérsia também recupera uma fala feita por Cazarré em maio, durante um debate sobre masculinidade e violência. Na ocasião, ele afirmou que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres" e mencionou uma estimativa de 2,5 mil homens mortos por mulheres contra cerca de 1,5 mil feminicídios.

 

A comparação foi questionada no próprio programa porque colocava lado a lado categorias diferentes de violência letal. Posteriormente, dados analisados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostraram que os homens são maioria entre os autores de mortes violentas no país. Especialistas também apontam que comparar o total de homicídios de mulheres e homens com os registros de feminicídio não permite estabelecer uma equivalência direta entre os fenômenos.

 

No novo pronunciamento, Cazarré afirmou que sua intenção não era dizer que mulheres seriam mais violentas do que homens.

 

"O que eu falei naquele dia foi só um número, eu não fiz esse julgamento que vocês falsamente ficam me atribuindo dizendo: 'Ai o Juliano disse que as mulheres matam mais'", afirmou.

 

Ao final do vídeo, o ator disse que pretende manter uma relação cordial com os colegas que discordam de suas posições, mesmo diante das críticas públicas. "Eu vou continuar tratando vocês bem, eu vou continuar cumprimentando vocês normalmente, porque eu não sou radical, vocês é que são", declarou.

 

As discussões sobre masculinidade, família e fé fazem parte da atuação pública de Cazarré há anos. Casado com Letícia Cazarré, com quem tem seis filhos, ele costuma falar sobre a conversão ao catolicismo e sobre a forma como a religião passou a ocupar espaço central em sua vida. A paternidade e a defesa de uma participação mais ativa dos homens na criação dos filhos também aparecem com frequência em seus posicionamentos. 

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