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Atriz criticou a disseminação de desinformação após declaração do ator em programa de TV e defendeu checagem de fatos em tempo real em debates jornalísticos
Reprodução Instagram
A atriz Leandra Leal, 43 anos, usou suas redes sociais para defender a adoção de verificação de fatos em programas de debate e entrevistas televisivas. O posicionamento veio após declarações feitas pelo ator Juliano Cazarré durante uma participação na GloboNews, em meio à repercussão de um evento promovido por ele voltado ao tema "fortalecimento dos homens na sociedade atual".
No programa "GloboNews Debate", Cazarré reproduziu uma informação incorreta ao afirmar que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres" no Brasil. Dados oficiais e estatísticas de segurança pública, no entanto, indicam o contrário: mulheres são proporcionalmente mais vítimas de violência letal em relações íntimas do que homens.
Após a repercussão, Leandra se manifestou no X (antigo Twitter) criticando a circulação de dados distorcidos em espaços jornalísticos. Em sua publicação, ela escreveu: "Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real."
Em outra postagem compartilhada pela atriz, ela reforçou a crítica à desinformação ao comentar o impacto desse tipo de discurso em ambientes digitais e grupos ideológicos. O conteúdo também questionava diretamente a afirmação feita pelo ator, destacando sua incorreção.
Na sequência, Leandra publicou um vídeo em que aprofunda sua defesa da checagem em tempo real durante programas ao vivo, especialmente em formatos de debate. Segundo ela, a atuação do jornalismo seria essencial para impedir que informações falsas ganhem credibilidade pública.
"Como é que a gente vai lidar com a fake news? Como é que a gente vai combater a fake news? Eu acho que uma das coisas que a gente tem que fazer é interferir no momento que ela começa. Então, eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate. Programa de debate é normal que uma pessoa apresente um dado para comprovar o seu ponto de vista, mas o jornalismo ele não pode permitir que sejam apresentados dados distorcidos, que não são reais, não são verdadeiros, para comprovar um ponto de vista", disse.
Ela ainda completou: "Então, eu gostaria de pedir que a partir de... gente, já era para ter, né? Assim, até em debate político até tem, checagem de fatos. Mas a gente ter checagem de fatos em programas de debate, porque é muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e ele começa a ganhar uma roupagem de como se ele fosse verdadeiro. E não é. Fake news é fake news. Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade."