Espetáculo Agosto

DATA

  • 04/10/2019 à 06/10/2019
  • Hora início: 21:00

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Inteira:70,00
    Meia:35,00

FESTIVAL TEATRO EM MOVIMENTO RECEBE O PREMIADO ESPETÁCULO "AGOSTO"
 
 
Em sua 18ª edição, o Festival Teatro em Movimento recebe em Belo Horizonte "Agosto", montagem que arrebatou público e crítica, sendo considerado pelo portal Observatório do Teatro como uma das melhores peças da década. A obra é do americano Tracy Letts, vencedora do Pulitzer de melhor drama e Tony de melhor texto, que inspirou também o filme Álbum de Família, com Meryl Streep e Julia Roberts, exibido no Brasil, em 2013. Trata-se de uma contundente e emocionante história sobre conflitos familiares, sobre o inconfessável, sobre o que fica entalado na garganta e sufoca. Com direção e adaptação de André Paes Leme, a montagem brasileira é vencedora dos prêmios Cesgranrio de Melhor atriz para Guida Vianna e APTR de melhor atriz para Guida Vianna e Leticia Isnard e de melhor ator coadjuvante para Claudio Mendes e foi idealizada pela produtora Maria Siman. Completam o elenco os atores Alexandre Dantas, Claudia Ventura, Eliane Costa, Guilherme Siman, Isaac Bernat, Julia Schaeffer, Isabella Dionísio, Marianna Mac Niven e Isabelle Dionísio. O espetáculo será encenado dos dias 4 a 6 de outubro, sexta-feira às 21h, sábado às 20h, e domingo às 20h, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube, com ingressos a partir de 35 reais. As sessões contarão com tradução em Libras. 
 
A realização em Belo Horizonte é do Festival Teatro em Movimento, por meio da lei Federal de Incentivo à Cultura. A peça tem realização nacional da Primeira Página Produções e Trupe Produções e a montagem foi produzida com o patrocínio da Porto Seguro. 
 
"AGOSTO"
O enredo traz a história de uma família desconectada, desfeita, cujos membros insistiram na união o quanto puderam, da forma que puderam, mas que chega finalmente ao limite da desistência. Apesar de se tratar de um texto denso, forte, há certa descontração na peça, uma divertida recusa em levar-se demasiado a sério, uma tendência a nos passar "rasteiras" cômicas justamente nos momentos em que achamos que não há mais espaço para o riso.
 
Ainda que o autor americano Tracy Letts tenha construído todos os personagens da peça com complexidade e relevância para a trama, Violet (Guida Vianna) e Bárbara (Letícia Isnard) são as suas protagonistas.
 
Violet é uma mulher que vive numa situação limite, literal e metaforicamente falando. Literal porque faz quimioterapia para um câncer de boca e talvez sua morte esteja anunciada. Metaforicamente, porque sua família está se desmantelando: o marido sumiu, as filhas só esperam o funeral para partir e a ela só restará permanecer sozinha aos cuidados de uma empregada que ela não conhece. Bárbara é a filha preferida porque Violet a julga a mais inteligente e a mais parecida com ela. Os temperamentos parecidos levam as duas a embates frequentes. Violet guarda profunda mágoa de Bárbara porque ela não voltou pra casa quando soube do seu câncer, mas voltou quando o pai desapareceu. A peça conta uma história familiar na extensão de seus conflitos e de seus afetos. "E essa família pode servir como espelho reflexivo para qualquer indivíduo", afirma Guida Vianna.
 
Também vencedora do Prêmio APTR, como atriz coadjuvante, Letícia Isnard defende a ideia de que "Bárbara é uma mulher forte, que está num momento de total desestabilização. Seu casamento está ruindo, vive em crescente conflito com a filha adolescente, está a muito afastada das irmãs, do pai e bate de frente com sua mãe, Violet. Ela luta para não ter o mesmo destino da mãe: a solidão, consequente de uma personalidade forte, acachapante e agressiva. A tendência de Bárbara é ficar igualzinha a Violet. E romper com esse ciclo de infelicidade e violência é também um ato de amor".
 
A montagem do diretor André Paes Leme divide o palco nos cômodos da casa em que se passa a história, o que exige uma visão ativa do espectador. "A ação passeia por todos os espaços e a proposta do autor é que o público possa ver simultaneamente todos os ambientes. Na nossa concepção, as cenas são sobrepostas: a personagem que está num determinado ambiente estará exatamente ao lado de outra que ocupa outra área da casa. Gradativamente, as diferentes cenas vão convivendo no palco". Ele conta que priorizou as situações de conflito e buscou não valorizar ao detalhe a construção do ambiente de cada cena. "Interessa a mim a complexidade das relações familiares, a intensidade com que depositamos no núcleo familiar tanto um amor inquestionável como também despejamos as angústias e inseguranças das nossas vidas", diz o diretor. "Textos como esse revelam o quanto imprevisível é o comportamento humano", completa. 
 
Se o destino das personagens é inevitavelmente trágico, isso não faz de "Agosto" uma tragédia. Tracy Letts usa recursos do melodrama, da comédia de costumes, das sitcoms da televisão norte-americana e do vaudeville, mantendo a unidade formal, a coerência interna e estética da sua obra.
 
 

http://teatroemmovimento.art.br/

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