jornalista Renata Lo Prete fez uma entrada fora do previsto hoje na grade noturna da TV Globo, durante o comercial da novela das nove Travessia nesta sexta-feira (13/01), para complementar e corrigir uma informação que havia sido dada minutos antes no Jornal Nacional.




 

comunicadora ressaltou que, ao contrário do que foi informado anteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia incluído o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) nas investigações por incitação aos atos de Brasília, em que manifestantes bolsonaristas invadiram a praça dos Três Poderes contra a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"Estamos corrigindo uma informação dada agora pouco no final do Jornal Nacional. A informação correta é que o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República e incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga os suspeitos de autoria intelectual e incitação aos atos terroristas do domingo passado em Brasília", explicou a âncora do Jornal da Globo.

 

Na sequência, Lo Prete chamou um link com a repórter Cláudia Bomtempo, que forneceu maiores informações diretamente da capital do Brasil sobre o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) que foi acatado por Moraes.




 

"A informação correta é que o ministro Alexandre de Morais atendeu, sim, a um pedido da PGR e determinou que Bolsonaro seja incluído em uma investigação que está na corte por está no crime", repetiu. 

 

"Bolsonaro será investigado no âmbito de uma apuração pedida pela Procuradoria, que tem como alvo instigadores e autores intelectuais dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro", informou.

 

"No documento, a Procuradoria solicitou a inclusão de Bolsonaro como investigado em um dos sete inquéritos apresentados à corte para apuração dos atos do último domingo. No caso específico do ex-presidente, o Ministério Público usou como base a representação de 79 procuradores", destacou.




 

Cláudia explicou que está em análise, em um primeiro momento, a publicação de Jair Bolsonaro no Facebook com fake news após o resultado das eleições presidenciais, em que Lula venceu o segundo turno com 50,8% dos votos válidos. No post, o ex-presidente afirma que ele foi o vencedor.

 

"A Procuradoria entende que há conexão entre o que foi relatado por Bolsonaro e o que está sendo investigado no inquérito sobre os instigadores", finalizou.

O erro do Jornal Nacional

No JN, a apresentadora Renata Vasconcellos informou que Alexandre de Moraes já havia, sim, se manifestado sobre o pedido da PGR para inclusão de Bolsonaro nos inquéritos sobre os atos antidemocráticos ocorrido no último domingo (08/01). Cláudia chegou a ler uma parte da decisão do ministro do STF, e declarou ainda que um possível interrogatório ao ex-chefe de Estado iria acontecer em momento oportuno.

 

Mas, a titular do telejornal mais assistido do país, no entanto, se confundiu na volta para o estúdio e afirmou: "o ministro ainda não decidiu sobre a inclusão do ex-presidente no inquérito que apura os atos terroristas de domingo, é isso?". A repórter concordou. "É isso mesmo".

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